É ouro do Brasil! Martine Grael e Kahena Kunze conquistam bicampeonato olímpico em Tóquio

Por: Redação -
03/08/2021
Fotos: Reuters

Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram o bicampeonato olímpico da classe 49er FX da vela no início da madrugada desta terça-feira (3), na Marina de Enoshima. A confirmação do ouro na Olimpíada de Tóquio (Japão), com 76 pontos perdidos, veio com a terceira colocação na regata da medalha.

Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

É o terceiro ouro do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio. Ítalo Ferreira, no surfe, e Rebeca Andrade, na ginástica, conquistaram os outros. O resultado representa o oitavo ouro da vela na história das Olimpíadas para o Brasil, mantendo a modalidade como a mais dourada do país. Além dos oito ouros, são três pratas e oito bronzes, com 19 no total.

Martine Grael é filha do também bicampeão olímpico Torbel Grael e Kahena Kunze é filha de Claudio Kunze, campeão mundial juvenil nos anos 1980. A família Grael, inclusive, conquistou a nona medalha olímpica somando as cinco de Torben e outras duas de Lars.

LEIA MAIS

>> Dupla brasileira disputará medal race da Nacra 17 nos Jogos de Tóquio

>> Robert Scheidt encerra participação histórica nos Jogos Olímpicos do Japão

>> +Bravíssimo leva título inédito para o Espírito Santo na 48ª Semana de Vela de Ilhabela

Com resultado, as duas se tornam as primeiras pessoas, entre homens e mulheres, do Brasil a levar dois ouros olímpicos seguidos na vela. Mais do que isso, Martine e Kahena entraram em um seleto grupo de atletas brasileiros bicampeões olímpicos. Até então, apenas 13 atletas tinham alcançado esse feito. Torben Grael, Marcelo Ferreira e Robert Scheidt (1996 e 2004) na vela, Adhemar Ferreira da Silva (1952 e 1956) no atletismo, Fabi Alvim, Fabiana, Jaqueline, Paula Pequeno, Sheilla e Thaísa (2008 e 2012), Maurício e Giovane (1992 e 2004), e Serginho (2004 e 2016) no vôlei.

A dupla alemã Tina Lutz e Susann Beucke fechou a prova desta terça na quinta colocação e ficou com a medalha de prata, com 83 pontos perdidos. As holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duetz foram a nona melhor dupla na regata decisiva e fecharam o pódio, conquistando o bronze com 88 pontos perdidos.

Antes da prova final, a dupla holandesa liderava com 70 pontos, as brasileiras apareciam em segundo também com 70 e as alemãs vinham logo atrás com 73 pontos. A regata da medalha ofereceu pontuação dobrada em relação às provas tradicionais e teve duração de 20 minutos, dez a menos que as outras 12 disputadas anteriormente. Nessa regata decisiva, a dupla primeira colocada perdeu 2 pontos. Aquelas que ficaram em segundo lugar perderam 4 pontos, e assim por diante.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Vela do Amanhã: o maior legado de Mauro Dottori na Semana de Vela de Ilhabela

    Iniciativa que busca aproximar crianças da vela reúne cerca de 200 participantes de 16 escolas durante a SIVI

    Da fotografia às telas: Schaefer 26M ganha destaque em exposição de arte no Aeroporto Santos Dumont

    Em comemoração aos 90 anos do aeroporto carioca, mostra reúne obras inspiradas na evolução dos meios de transporte e destaca iate de luxo

    “Nunca tivemos tantos barcos estrangeiros”: Cuca Sodré revela os destaques da Semana de Vela

    Em entrevista à NÁUTICA, o responsável técnico pelo conjunto de regatas detalhou a programação, as condições de vento e os destaques da 53ª SIVI

    Vai à 53ª SIVI? Confira um roteiro completo por Ilhabela

    Evento começou em 24 de julho e segue até 1º de agosto na Capital da Vela, destino recheado de passeios paradisíacos

    "Mais do que um evento esportivo": comodoro do Yacht Club de Ilhabela abre nova temporada da SIVI

    Paulo Palermo descreve o evento como uma "combinação de tradição, competição, amizade e respeito ao mar