Memória Náutica: relembre o melhor dos 25 anos de São Paulo Boat Show


NÁUTICA abriu seu baú de memórias para revisitar toda a trajetória do São Paulo Boat Show, que está prestes a completar 25 anos de história.
Consolidado como o mais importante e maior salão náutico indoor da América Latina, o evento é o resultado do comprometimento de NÁUTICA com os principais players do mercado náutico nacional e internacional.
VEJA TAMBÉM:
>> Aproveite 15% de desconto nos ingressos do São Paulo Boat Show
Para celebrar as bodas de prata dessa união e aquecer os motores para o histórico 25º São Paulo Boat Show (de 23 a 28 de setembro de 2022), hoje NÁUTICA lança a série Memória Náutica, em que cada edição do São Paulo Boat Show é relembrada em clima de nostalgia.
Abaixo, acompanhe como foi o 1º São Paulo Boat Show, em 1998.
Memória Náutica: São Paulo Boat Show 1998


O Google era um mero recém-nascido — com menos de 3 meses de vida — quando a primeira edição do São Paulo Boat Show foi realizada, de 26 de novembro a 1 de dezembro de 1998.
Estamos falando do finalzinho do século passado. O Brasil tinha perdido a chance do penta na Copa da França e o mundo vivia os primórdios da era digital, quando a internet era discada e provedores ofereciam CDs com horas de acesso grátis.


Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA, já sabia que o São Paulo Boat Show vinha para ficar. “Será o maior e o mais completo salão indoor já visto na América Latina e deverá marcar a história náutica da capital paulista”, afirmou ele, às vésperas do evento. A previsão de Paciornik foi certeira. O São Paulo Boat Show 1998 apresentou 211 barcos e teve público de 45 mil pessoas em seis dias de evento no Expo Center Norte.




Para a Memória Náutica, recuperamos algumas entrevistas da época. O saudoso Gilberto Ramalho, então diretor da Intermarine, contou à equipe de NÁUTICA que o evento foi um sucesso para a marca. “Embora tivéssemos 24 vendedores, não conseguíamos atender a todos que queriam visitar os barcos”. Foi do estaleiro também a maior lancha do São Paulo Boat Show 1998: a Intermarine 50.
Jaime Alves Filho, presidente da Flexboat e então à frente da ACOBAR, destacou a cobertura da imprensa no evento. “Posso dizer que nunca um salão náutico atraiu tanta mídia”.




Participaram do primeiro São Paulo Boat Show marcas como Intermarine, Yamaha, Cranchi, Boats, Fairline, Regal, OMC, US Marine, Cobra, Marine Depot, Milmar, Abrasu, Regatta, Flexboat, Real, Boatspeed, Sea-Doo, Nautibrás, Motorparts, Sailing, Colunna, Kiwi Boats, Mottaza, Wemoto, Evinrude, Casa das Cordas, DirecTv e outras.


Desde então, o salão náutico paulista não parou mais: há 25 anos consecutivos reúne os principais lançamentos de embarcações, gerando ótimas oportunidades de negócios e movimentando o setor.










São Paulo Boat Show 2022
São esperados para 2022 mais de 100 expositores, distribuídos por uma área climatizada de 90 mil m², com dezenas de novidades em lanchas, veleiros, jets, infláveis, motores, equipamentos, acessórios e serviços, além de atrações como destinos náuticos, palestras e objetos de luxo. Prepare o coração!
No ano passado, o São Paulo Boat Show movimentou mais de R$ 300 milhões em negócios com a comercialização de 320 embarcações, equipamentos e serviços durante os seis dias de exposição.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2022
Quando? De 23 a 28 de setembro
Onde? São Paulo Expo
Mais informações: saopauloboatshow.com.br
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
[caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"]

Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
Projeto lançado em Cannes promete casco esportivo, 1.500 hp de potência e fabricação limitada a 26 unidades
Colaboração estratégica reúne engenharia, design, condições comerciais exclusivas e experiências para clientes das duas marcas, e inclui uma edição especial da NX 44 Fly nas cores do Suassuna Design by Pininfarina
Lançada no São Paulo Boat Show 2026, lancha da Real Powerboats registra alta procura e tem toda a produção vendida até o próximo ano




