Memórias do iatismo

Por: Redação -
02/07/2015

O Rio Yacht Club, localizado na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, acaba de reunir em livro suas memórias. A obra faz parte das comemorações pelos 100 anos do Sailing, como é conhecido o clube, completados em 2014. Mas pode ser considerada como um importante registro do iatismo no Brasil, por trazer em suas páginas histórias de tradicionais famílias da vela e das 12 conquistas olímpicas.

“A obra é fundamental e foi feita em um momento importante, porque ficamos perto de perder muitas das lembranças. Alguns que ainda estão aqui viveram boa parte desses anos e têm memórias, principalmente do início do clube. Foi um trabalho muito bonito, difícil, cansativo, e acho que o resultado ficou formidável. Manter esta história valoriza bastante o clube”, comemora Torben Grael, recordista em medalhas, que também contribuiu com a obra.

Como o senhor Benjamin Sodré Júnior, que aos 94 anos é o mais antigo velejador do Rio, “ou até mesmo do país”. Começou a velejar aos sete, invcentivado pelo pai, e até hoje vai sozinho do Rio, onde mora atualmente, até Niterói, em seu J/24, que considera um modelo seguro. “A questão é gostar de barco, gostar da vela, gostar de velejar”, explica.

Há capítulos sobre o contexto histórico, que mostra como a Segunda Guerra Mundial foi fundamental para mudanças no início de fundação. Uma das passagens trata do Hagen Sharpie, considerado primeiro barco projetado e construído no país, há 100 anos. Em consequência da guerra, havia dificuldade de importar barcos e peças. E construir os já existentes era difícil pela complexidade de seu desenho, de cascos arredondados, além da falta de mão de obra especializada. A solução foi criar projeto nacional, mais fácil de ser executado.

Não houve consenso, mas o Hagen Sharpie saiu do papel e chegou a ser comercializado em larga escala. Desenhado por Harry Hagen, um dos sócios do clube, foi aperfeiçoado 20 anos depois por Preben Schimidt, precursor da família Schimidt na vela. O Yacht ainda possui um exemplar da classe, batizado de Sealark, de numeral 3-8, restaurado em 2014 em comemoração ao centenário do Sailing.

Para Guilherme Vinhas, Comodoro do clube, o momento não poderia ser mais oportuno para o lançamento. “Estamos muito felizes em comemorar o centenário com esta obra. Foi um trabalho que contou com a colaboração de muitas pessoas e sem elas este projeto não seria possível”, destaca Vinhas.

Organizada por Brian Higgin, Claudia Swan, Patrícia Ferreira e Cristina Mitidieri, a obra traz curiosidades, costumes das diferentes épocas e personalidades importantes do clube, além de um capítulo escrito pela medalhista em Pequim, Isabel Swan, em que conta as histórias das conquistas olímpicas. “Tenho certeza de que este livro promoverá o encontro de pessoas que amam o clube e sua história”, comemora Higgin.

Confira fotos do lançamento:

 

Fotos Fred Hoffmann

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