Naufrágio de 145 anos pode ter sido descoberto por acaso em rio dos EUA
Equipe que buscava sítios culturais mapeou, com sonar, embarcação de 90 pés submersa em Wisconsin


Surpresas históricas podem emergir dos lugares mais improváveis — como o leito do Rio Fox, em Wisconsin, nos Estados Unidos. Arqueólogos navegavam pela região em busca de potenciais sítios culturais quando o sonar de alta resolução revelou os destroços de um barco de 90 pés. Acredita-se que a embarcação seja o vapor LW Crane, que afundou em 1880 após um incêndio.
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A descoberta foi anunciada no início de julho pela Sociedade Histórica de Wisconsin (WHS). O achado aconteceu em 12 de abril, durante uma expedição do Programa de Preservação Marítima, em parceria com a Associação de Arqueologia Subaquática de Wisconsin (WUAA).


A equipe esperava encontrar vestígios do vapor Berlin City, naufragado em 1870, ou identificar potenciais sítios culturais, como os arqueológicos. Mas o que surgiu no radar foi algo inesperado: uma carcaça retangular a 26 pés (cerca de 8 metros) de profundidade, que media 90 pés (27,4 metros) de comprimento e 23 pés (7 metros) de largura — dimensões não correspondentes às do Berlin City.


Após novas análises, os arqueólogos passaram a acreditar que os destroços pertenciam ao LW Crane, construído em 1865 na cidade de Berlin, em Wisconsin. O vapor transportava passageiros e cargas entre Green Bay e Oconto, navegando justamente pelo Rio Fox. Mais tarde, também operou também nos rios Illinois e Wisconsin, após ser comprado por outras empresas.


O fim trágico veio em 1880, quando o barco pegou fogo atracado na doca da ferrovia St. Paul, em Oshkosh, Wisconsin. O incêndio consumiu a embarcação até a linha d’água e o que sobrou afundou nas águas.
Embora os estudos ainda estejam em andamento, tudo indica que os restos encontrados pertençam ao LW Crane, um naufrágio que permaneceu fora do radar por quase um século e meio.


Mais do que uma peça rara da história náutica americana, a descoberta reforça o caráter dinâmico da arqueologia. Afinal, a ciência estuda o passado, mas também pode ser surpreendida pelo presente.
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