Novas Armatti 400 Sport Coupé e 310 Spyder prometem recursos diferenciados em suas categorias
Últimos lançamentos da Armatti & Fishing fazem estreia em SP no São Paulo Boat Show 2025. Confira!


Entre os 28 barcos do portfólio da Armatti & Fishing, dez estão expostos no São Paulo Boat Show 2025, com direito a dois lançamentos recentes, apresentados pela primeira vez no Marina Itajaí Boat Show, em julho. Estamos falando das Armatti 400 Sport Coupé e 310 Spyder, que chegam com recursos diferenciados em suas categorias.
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A nova 40 tem 12,20 metros de comprimento e 3,30 metros de boca. Embora já ampla, seu espaço foi otimizado, recurso que rendeu ao barco “o maior cockpit da categoria”, como destaca Fernando Assinato, CEO do grupo Armatti & Fishing.
Nenhuma 40 tem um cockpit como esse– ressaltou Assinato


Na popa, uma plataforma submergível com degraus integrados promete facilitar tanto o embarque quanto o desembarque. Ainda por ali, quem estiver a bordo pode aproveitar o espaço com a comodidade de um móvel gourmet.


Um degrau separa a área molhada do cockpit, tida como um dos pontos altos do barco — não à toa, são 2,10 metros de altura por ali. Logo atrás do móvel gourmet tem início um amplo sofá em L, com uma mesa em teca dando o opio para refeições. Os recursos formam uma área gourmet completa, que conta ainda com churrasqueira, bar com geleira e pia.


O acesso à proa é feito por passagens laterais tanto à bombordo quanto à boreste. Já no interior, são duas cabines fechadas — a principal delas à meia-nau — de até 1,95 metro de altura e um banheiro com box.


Até 14 pessoas conseguem aproveitar os recursos do barco durante o dia, enquanto cinco podem pernoitar. Na motorização, são dois motores de 300 hp (gasolina) ou uma dupla de 270 hp (diesel).


A Armatti 310 Spyder, por sua vez, traz como diferencial um hard top de fibra, além do acesso interno à proa por bombordo.


Com 9,45 metros de comprimento e 2,85 metros de boca, a lancha de 31 pés chama atenção pelo espaço interno, a exemplo da cabine, com pé-direito de 1,90 metro, onde até quatro pessoas podem pernoitar.


Segundo o estaleiro, a hidrodinâmica da 310 Spyder permite que ela navegue com apenas um motor de popa, otimizando consumo de combustível sem comprometer a navegabilidade. Ainda assim, o proprietário pode optar por um motor de centro de 300 a 350 hp (gasolina), um motor de popa de 300 hp ou uma dupla de 150 hp. No diesel, o barco navega com um motor de 350 cavalos.




Dos 10 barcos apresentados no estande da marca, cinco são da linha Fishing, voltada a esportes náuticos e pesca oceânica. Segundo Assinato, as embarcações no São Paulo Boat Show têm valores totalmente diferenciados.


São Paulo Boat Show 2025
A edição de 2025 do São Paulo Boat Show ocupa o São Paulo Expo com mais de 170 embarcações em exposição — com direito a lançamentos de peso. Cerca de 120 marcas reúnem lanchas de todos os portes, motos aquáticas, motores, equipamentos e acessórios indispensáveis para quem vive — ou sonha viver — no mundo náutico.
O público encontra pranchas motorizadas, veículos off-road, a inusitada “Kombi Boat” e até o projeto de um barco voador. E tem mais: durante o evento, será sorteada uma lancha Focker 188 Joy equipada com motor de popa Yamaha F90.


O NÁUTICA Talks também marca presença. O circuito de palestras reúne mais de 50 especialistas ao longo dos seis dias, trazendo histórias inspiradoras e dicas valiosas de gente do mar.
Luxo e cultura completam o pacote. No Espaço dos Desejos, marcas de alto padrão exibem objetos exclusivos e carrões como Aston Martin e McLaren. Duas Lamborghinis também são exibidas no evento, onde os visitantes podem ver ainda a Pole Position, lancha que pertenceu a Ayrton Senna, de pertinho.
Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2025
Quando: De 18 a 23 de setembro de 2025
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
Horário: Dia 18, das 15h às 22h; de 19 a 22, das 13h às 22h; e no dia 23, das 13h às 21h.
Mais informações: no site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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