Peixe-leão que pode ser o maior do mundo foi capturado em Fernando de Noronha

Animal foi encontrado por mergulhadores do ICMBio. Espécie é venenosa e representa ameaça

20/03/2025
Foto: Statuska / Envato

Invasor, venenoso, ameaça aos seres humanos e ao meio ambiente. Assim é descrito o peixe-leão (Pterois volitans), espécie que pode ter tido o maior dos seus encontrado por mergulhadores em Fernando de Noronha, durante um mergulho técnico a 29 metros de profundidade.

Era 27 de fevereiro quando os profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) capturaram o que pode ser o maior peixe-leão do mundo, com 49 centímetros. “Nós entramos em contato com algumas instituições, principalmente do Caribe, e não existe nenhum registro de peixes-leão com mais de 47 centímetros”, disse o biólogo Maicon Messias.

Peixe-leão de 49 cm pode ser o maio do mundo e foi encontrado no Brasil. Foto: Sea Paradise/Divulgação

Especialistas do Parque Nacional de Bonaire, no Caribe, visitaram Fernando de Noronha em outubro de 2021 para ajudar no combate à proliferação do peixe-leão. Além do animal de 49 centímetros, outros 61 da espécie foram recolhidos pelos mergulhadores.


Por que o peixe-leão é perigoso

Apesar de não ter dentes ferozes como o rei da savana, o peixe-leão tem espinhos com uma toxina que pode causar febre, vermelhidão e até convulsões nos seres humanos.

Foto: Duallogic / Envato

Trata-se ainda de um peixe predador, que pode consumir espécies endêmicas (que só existem em uma determinada região geográfica), causando um desequilíbrio ecológico.

Esse é um indicativo que o peixe-leão se estabeleceu em Noronha e não encontra dificuldade na ilha, não tem predador. O tamanho mostra que ele está tomando conta da área– explicou Messias

Foto: Sea Paradise/Divulgação

Os mais de 60 peixes foram capturados na área do Parque Nacional Marinho e, ainda de acordo com o biólogo, “estavam numa região fora dos pontos tradicionais de mergulho”. Os animais recolhidos foram destinados ao ICMBio para pesquisa, sendo que o órgão envia os animais para estudo nas seguintes instituições:

  • Projeto Conservação Recifal;
  • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE);
  • Universidade Federal Fluminense (UFF);
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN);
  • Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

 

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