Primeira perna


Com menos de 10 quilômetros de diferença entre o líder e o último da flotilha, os sete barcos da Volvo Ocean Race lutam pelas melhores rajadas na aproximação às ilhas Canárias, em pleno Oceano Atlântico. A primeira etapa de Alicante, na Espanha, até a Cidade do Cabo, na África do Sul, terá ao todo quase 12 mil quilômetros. E nesse começo de regata, todos tiveram o gostinho da liderança por pelo menos algumas horas.
Depois de quatro dias de velejada com condições complicadas — vento fraco e mar agitado — as equipes optaram por navegar mais próximas da costa marroquina, antes de mudar o bordo mais para oeste. “O vento mais calmo nos deu chance de recuperar um pouco o barco depois do início rápido”, falou o argentino Francisco Vignale, repórter a bordo do MAPFRE.
Com a instabilidade apresentada nos primeiros dias, as tripulações foram obrigadas a constantemente trocar o rumo, por isso, os barcos vão alternando posições na frente. Na última parcial (16h10 GMT), os chineses do Dongfeng tinham pequena vantagem em relação ao Abu Dhabi. Completam a lista nessa ordem: Team Brunel, Team SCA, MAPFRE, Team Vestas Wind e Team Alvimedica.
“O quarto dia foi muito especial, porque estamos finalmente começando a entrar em ritmo de regata e ter uma rotina diária”, informou Corinna Holloran, repórter a bordo do Team SCA, equipe 100% feminina. “Estamos tentando nos acostumar a dormir só duas horas”.
Os barcos devem atravessar as ilhas Canárias na manhã desta quinta-feira (16) e acelerar a aproximação a outro ponto importante da travessia pelo Atlântico: Cabo Verde. A previsão da primeira etapa é de 23 dias de regata..
Foto: Francisco Vignale-MAPFRE / Informações: assessoria de imprensa
Curta a revista Náutica no Facebook e fique por dentro de tudo que acontece no mundo náutico.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Com quase 6 metros de envergadura, fêmea surpreendeu equipe do Projeto Mantas do Brasil em Itanhaém, na Baixada Santista
Iniciativa pretende enfrentar a poluição marinha e criar soluções ambientais duradouras. Sugestões podem ser enviadas até o dia 15 de maio
Com marina privativa para até 60 barcos, infraestrutura moderna, heliponto e um dos lugares mais exclusivos da Península de Maraú, no sul da Bahia, o Kiaroa Residence & Marina é o novo refúgio de alto padrão das águas
Embarcação vem sendo construída pela Aus Ships em Brisbane e a previsão é que comece a operar comercialmente no início de 2027
Projeto iniciado em 2001 buscou repovoar a vida marinha em Pontal do Sul. Resultado superou expectativas, com retorno de peixe criticamente ameaçado de extinção




