Rio 2016

Por: Redação -
10/03/2016

O governo federal investiu R$ 2,05 milhões na aquisição de uma sistema meteorológico que estará em funcionamento na Baía de Guanabara e na Praia de Copacabana durante os Jogos Rio 2016. O objetivo é monitorar as condições climáticas para os esportes disputados em ambientes abertos. Duas boias meteoceanográficas já funcionam desde julho do ano passado na entrada e no meio da Baía de Guanabara. Esses equipamentos são importantes para municiar as equipes em suas estratégias de competição. Isso porque as condições climáticas para os esportes disputados em ambientes abertos fazem a diferença no desempenho dos atletas e nos preparativos dos organizadores das provas.

Em modalidades como a vela, o vento e as marés são fatores determinantes para o resultado da competição. A altura das ondas em determinado dia pode exigir uma logística diferente para as equipes de apoio das maratonas aquáticas. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, as boias farão a modelagem para prever como vão se comportar os ventos, qual será a salinidade da água, tudo que envolve as atividades de canoagem e iatismo. O professor Mauro Cirano, do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que o sistema de observação que estará disponível para os Jogos Rio 2016 analisa um número superior de informações daquelas solicitadas pelos organizadores do megaevento. “As boias medem, além dos parâmetros atmosféricos, como vento, umidade, irradiação, também os parâmetros oceanográficos, como correntes, ondas, temperatura e salinidade da água. Inclusive, elas monitoram uma quantidade maior de parâmetros do que aqueles solicitados pelo Comitê Olímpico Internacional”, explicou.

As boias instaladas na Baía de Guanabara geram dados em tempo real e gráficos que podem ser acessados pela internet por qualquer pessoa. Após os Jogos Rio 2016, os equipamentos, que funcionam com energia solar, integrarão o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SimCosta). O governo federal também instalou três estações meteorológicas de superfície, que dão medições do clima, como chuvas, por exemplo. Os equipamentos darão mais informações aos organizadores do megaevento e foram colocados em pontos estratégicos do Rio de Janeiro, que receberão as disputas olímpicas, como a Lagoa Rodrigo de Freitas (remo), Campo Olímpico de Golfe e o próprio Centro da Marinha em Niterói.

Além das duas boias em operação e da terceira que será colocada em Copacabana, o MCTI pretende adquirir um quarto equipamento para servir de reserva para as Olimpíadas e Paralimpíadas. A Marinha dispõe de nove embarcações que auxiliam na produção de toda a cartografia náutica do País e também coletam dados para os serviços meteorológicos.

Foto: Reprodução

Assine a revista NÁUTICA: www.shoppingnautica.com.br

 

 

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Setor náutico cresce no Brasil, mas falta mão de obra qualificada; veja áreas em alta

    Com frota perto de 1 milhão de embarcações, mercado amplia oportunidades em áreas técnicas, operacionais e de serviços

    Azimut levará os seis modelos produzidos em Itajaí ao maior salão náutico do Sul do país

    De lanchas a iates de luxo, estaleiro italiano promete seis embarcações nas águas do Marina Itajaí Boat Show. Saiba quais modelos são esperados!

    "Sonho de verão": Grupo Ferretti faz evento exclusivo para proprietários na Itália

    A maior embarcação já produzida pela Riva foi a estrela do encontro, que contou ainda com show de drones e fogos de artifício

    2ª etapa do Circuito de Regatas Marina Itajaí reuniu mais de 100 velejadores; veja resultados

    Disputa marcou as comemorações pelos 166 anos da cidade com 21 veleiros na água

    Itajaí Boat Show 2026: Motor Yanmar 8LV370Z será o destaque da fabricante japonesa

    Equipamento centro-rabeta movido a diesel promete alta performance e economia. Evento acontece de 2 a 5 de julho