Inconformados com restrições à atividade, pescadores fecham o Saco da Ribeira, no litoral paulista


Sinônimo de atividade náutica em Ubatuba — porto natural de águas calmas, com marinas, garagens náuticas, clubes, além da maior concentração de embarcações de lazer na região — o Saco da Ribeira, em Sao Paulo, é um daqueles lugares que fluem sem parar, num entra e sai permanente.


É ponto de partida de lanchas, escunas, veleiros para pescarias e passeios pelas ilhas Anchieta, das Couves, do Prumirim e do Mar Virado, entre outras atrações. Vai daí que não pode parar. Mas, neste sábado (27), pescadores decidiram fechar não apenas o Saco da Ribeira como a BR 101 (Rio-Santos), que dá acesso até ele.


Por algumas horas, ninguém entrava ou saia. Tudo porque, a partir de uma negociação com a ong APA, de defesa do meio ambiente, os órgãos públicos (Prefeituras e Estado) decidiram proibir a pesca entre Ilhabela e Joatinga. O problema é que os pescadores (semi-artesanais) da região não têm tecnologia nem ferramentas para pescar em águas profundas, onde atuam os grandes pesqueiros. Suas atividades (pesca de camarão, lula, peixes e ostras) se limitam a uma área grande próxima à costa.
“Já era uma área parcialmente preservada. Eles ampliaram o perímetro inteiro. Agora, não temos alternativa”, afirmam os pescadores, que, em resumo, travam uma briga complicada com os ambientalistas.
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