Sayula


Em 8 de setembro de 1973, uma flotilha de 17 barcos deixou Portsmouth, na Inglaterra, para enfrentar a primeira edição Volvo Ocean Race, que era chamada de Whitbread. Ninguém apostou no tal Sayula, liderado pelo mexicano Ramon Carlin. Quando a flotilha voltou para a Grã-Bretanha, lá estavam eles em primeiro lugar.
Para recordar o feito, a equipe se reuniu na Cidade do México, justamente na casa de Carlin. A iniciativa foi de Bernardo Arsuaga, que está trabalhando em um documentário sobre a equipe. A maioria não se encontrava desde a cerimônia de entrega de prêmios em 1974. “Foi maravilhoso e muito emocionante. Você pode encontrar bons velejadores em todos os lugares, mas é muito raro encontrar alguém com a visão de Ramon Carlin. Ele era – e ainda é – um grande cara e um grande líder”, disse Dalrymple-Smith.
Com 50 anos na época, o mexicano viu um anúncio sobre a regata. Decidido, comprou um Swan 65, levou sua esposa Paquita, seu filho Enrique, seu melhor amigo Adolfo e dois sobrinhos com ele para Europa. Por lá achou experientes velejadores que toparam formar o time. Os 12 companheiros de equipe não se conheciam e só se reuniram pouco antes da regata. “Ramon se aproxima de um comandante perfeito”, explica Bob Martin. “Ele se preocupava com a gente, nós tivemos a melhor comida e o barco foi perfeitamente equipado”.
Assim como Sayula, o sucesso da equipe vencedora – seja ela qual for – vai depender do respeito e amizade a bordo. A Volvo Ocean Race, sem espaço para decisões de última hora e amadorismo, começa em outubro deste ano, na Espanha.
Foto: Arquivo pessoal de Bernardo Arsuaga
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