Sessa Marine apresentará novidades nas linhas F42 e F48 e prévia da F60 no São Paulo Boat Show

15/09/2026

Produzido no Brasil pelo estaleiro catarinense Intech Boating desde 2011, os barcos da Sessa Marine estarão no São Paulo Boat Show 2026 para mostrar a versatilidade da marca (e todos testados pela NÁUTICA): C40 e C44, da linha Cruiser; e F42 e F48, da linha Flybridge, que chegará com atualizações de design, tecnologia e materiais e configuração. Além disso, apresentará uma prévia da F60, próximo lançamento da empresa.

Com a proposta de reafirmar as suas características, a marca atracará no maior evento náutico da América Latina e por lá ficará durante os seis dias de salão — de 24 a 29 de setembro, no São Paulo Expo. A ideia é preservar a identidade já reconhecida das linhas e, ao mesmo tempo, incorporar novas soluções que aprimoram estética, funcionalidade e experiência a bordo.

Projeção da Sessa F60. Foto: Sessa Marine/ Divulgação

Pensando neste propósito, a F48 que estará presente no pavilhão náutico apresentará nova opção de motorização centro-rabeta, novo desenho do T-top e uma atualização completa do interior, que incorpora novos elementos de iluminação, metais, lâminas e tecidos.

São mudanças que preservam a identidade da F48 e, ao mesmo tempo, trazem novas possibilidades e uma experiência ainda mais completa para quem está a bordo– destaca Débora Felipe, Diretora de Marketing e Comunicação da Sessa Marine

Sessa F42. Foto: Victror Santos/ Revista Náutica

Já a F42 que irá ao São Paulo Boat Show também recebe novidades de layout e design, com novos detalhes de acabamento que acompanham a evolução da marca no mercado.

Mais do que mudar por mudar, nosso objetivo é evoluir aquilo que já funciona, incorporando novas soluções e detalhes que valorizam a experiência a bordo e mantêm a personalidade de cada modelo– ressalta Débora

“Na F42, essa evolução também aparece em novos elementos de layout, design e acabamento, que dialogam com a nova linguagem apresentada pela F60”, completa a diretora. Para saber mais detalhes das novidades, não tem segredo: basta visitar o salão náutico durante o evento.

Barcos da Sessa Marine no São Paulo Boat Show

Sessa F48

Principal destaque da Sessa Marine nesta edição do São Paulo Boat Show, a F48 combina o DNA esportivo da linha Flybridge com ambientes amplos, integração entre áreas internas e externas e soluções pensadas para diferentes momentos a bordo.

 

 

Uma das principais novidades do modelo é a possibilidade de configuração com motorização centro-rabeta, ampliando as alternativas de propulsão da embarcação. A F48 também apresenta um novo desenho de T-top, que atualiza a linguagem visual da área externa e contribui para uma experiência ainda mais integrada.

Sessa F48 durante o Teste NÁUTICA. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

No interior, a renovação aparece em diferentes elementos. Iluminação, metais, lâminas e tecidos foram atualizados, criando uma atmosfera mais contemporânea e sofisticada, sem abandonar a identidade italiana característica da Sessa.

A área externa mantém como destaques a ampla plataforma submergível, a área gourmet, o espaçoso cockpit e o flybridge, criando diferentes ambientes para navegação, lazer e convivência.

Sessa F48. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

Com três cabines, a F48 oferece conforto e privacidade para períodos mais longos a bordo. O modelo também conta com diferentes possibilidades de configuração da cozinha, ampliando a versatilidade do layout.

Sessa F48. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

Além da nova configuração centro-rabeta, a F48 também pode ser equipada com dois motores Volvo Penta IPS 700, com possibilidade de upgrade para IPS 800.

Sessa F48 durante o Teste NÁUTICA. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

Sessa F42

A F42 traduz a proposta da linha Flybridge de combinar desempenho, conforto e aproveitamento inteligente dos espaços em uma embarcação de 42 pés.

 

 

O modelo apresenta um amplo cockpit integrado ao salão e à área de popa, criando um ambiente contínuo para convivência. Na proa, o solário oferece um espaço dedicado ao relaxamento, enquanto a plataforma submergível e a área gourmet com churrasqueira integrada ampliam as possibilidades de receber e aproveitar o barco.

Sessa F42. Foto: Victror Santos/ Revista Náutica

Com dois camarotes e capacidade para até 14 pessoas a bordo, a F42 foi concebida para quem valoriza tanto a navegação quanto os momentos compartilhados com família e amigos.

Sessa C44

A C44 representa, segundo a marca, a proposta da Sessa de integrar a experiência ao ar livre ao conforto e à proteção proporcionados pelo hard-top, que oferece diferentes possibilidades de uso de acordo com o perfil de cada proprietário.

 

 

O modelo pode ser configurado com amplo solário e garagem para bote ou com duplo cockpit, com capacidade para até 12 pessoas sentadas confortavelmente. A plataforma hidráulica e o móvel gourmet ampliam a funcionalidade da área externa e favorecem a convivência a bordo.

Sessa C44. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

No interior, o design italiano aparece na combinação de texturas, cores e linhas contemporâneas. A cozinha completa é integrada à sala, que conta com TV, enquanto a suíte principal, localizada a meia-nau, oferece amplo espaço para descanso. Na proa, a cabine com cama bipartida permite maior flexibilidade para acomodação dos convidados.

Sessa C40

Um dos grandes sucessos da Sessa Marine no Brasil, a C40 possui uma trajetória consolidada no mercado brasileiro desde seu lançamento, em 2011. A embarcação combina elegância esportiva, aproveitamento inteligente dos espaços e uma navegação marcada pela estabilidade.

 

 

Suas amplas janelas laterais e o hard-top de vidro favorecem a entrada de luz natural e ampliam a sensação de integração entre os ambientes.

Sessa C40. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

O interior acomoda duas cabines e um banheiro espaçoso, com ducha e box separados. A cozinha, posicionada ao centro da embarcação, é equipada com geladeira, cooktop e micro-ondas.

Sessa C44. Foto: Sessa Marine / Reprodução

De acordo com a Sessa, a C40 também se destaca por sua hidrodinâmica e pela relação entre peso e potência.

São Paulo Boat Show 2026

O maior salão náutico da América Latina leva seus visitantes para uma verdadeira imersão no universo das águas. Mais de 170 embarcações, incluindo botes, lanchas e jets, tomam conta do pavilhão do São Paulo Expo e podem ser vistas de perto.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

O público ainda encontra uma ampla variedade de equipamentos, motores, acessórios e serviços náuticos das principais marcas do mercado. Veículos off-road, projetos inovadores e atrações para toda família, como o NÁUTICA Talks, complementam o evento, que traz ainda o Espaço dos Desejos, área de luxo que expõe carros esportivos, helicópteros, relógios de alto padrão e até obras de arte.


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SÃO PAULO BOAT SHOW 2026

Quando: de 24 a 29 de setembro de 2026
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
Horário: das 13h às 22h; no primeiro dia, abertura às 15h; no último dia, encerramento às 21h
Mais informações: no site do evento
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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