Superiate 007, inspirado em James Bond, volta a flutuar após ficar seis meses encalhado
Apesar de não ter aparecido nos filmes, a história do barco que encalhou em cenário paradisíaco é coisa de cinema!


Não é cena de filme, mas poderia ser: um superiate com inspiração nos barcos de James Bond é abandonado deitado nas águas cristalinas da Grécia — o que poderia, facilmente, ser cenário de um longa-metragem. Seis meses depois, o superiate 007 volta a flutuar, pronto para voltar à ativa.
Entusiasta de carro dos anos 60 constrói barco inspirado no Ford Mustang
Compre seu ingresso para o Rio Boat Show 2023
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
A história começa em 2 de setembro de 2022, quando o superiate 007 encalhou na Baía de Kolona, costa da Grécia, a apenas 15 metros da praia.


De acordo com relatórios iniciais, houve algum tipo de erro durante a navegação. Isso ocasionou em um desvio de curso da embarcação, fazendo com que o superiate atingisse algumas rochas ao entrar nas águas rasas da baía, perfurando o casco.
Todos os cinco passageiros do barco foram resgatados. Para evitar que o 007 afundasse em águas mais profundas, o comandante, então, optou por encalhar a embarcação de forma proposital.
A atitude teria feito com que o 007 se inclinasse para bombordo e virasse, o que explica o fato da embarcação ficar de lado. E foi assim, deitado, que o 007 passou os próximos seis meses, sem que as autoridades mostrassem pressa para salvá-lo (embora tenham colocado paredes flutuantes para manter a poluição sob controle).
O passado suspeito do superiate 007
Como em uma história em que o protagonista esconde um passado sombrio, a “vida” do 007 começou a ser avaliada mais a fundo. Entregue em 2006 pelo estaleiro Aegean Yachts, sob o nome de Royal Enterprise, a embarcação tinha inicialmente 32 metros (ou 105 pés). Era, até então, o terceiro maior já produzido pela marca.


Depois de muitas modificações, o superiate já contava com 49 metros (160 pés) quando foi encontrado encalhado. Também apresentava todas as mordomias de superiates maiores, como um deque adicional, que não estava no projeto original, e até um heliponto touch-and-go.
Foi apenas em 6 de março de 2023 que as autoridades gregas iniciaram a operação de resgate do 007. Dezesseis dias depois, no último dia 22, como em uma cena final em que o protagonista ressurge das cinzas, veio a reviravolta. O superiate 007 volta a flutuar nas águas cristalinas da Baía de Kolona.
Tudo indica, porém, que esse filme terá continuação, já que a situação do superiate 007 segue levantando muitas dúvidas. Além do fato de as autoridades levarem metade de um ano para removerem uma embarcação que representava perigo para a área, existem suspeitas de que o 007 foi, na verdade, abandonado pelo proprietário.


O personagem em questão seria um empresário suíço milionário, que também era o comandante da embarcação.
Em meio às justificativas de que o superiate havia sido encalhado deliberadamente após atingir as rochas da baía, um relatório afirma que o navio não estava mais em condições de navegar e este seria o motivo da atitude do comandante.
A denúncia foi incluída em uma reportagem da eSysman SuperYachts, apontando ainda que a navegação estava comprometida devido aos problemas de equilíbrio ocasionados pelas diversas modificações no casco.
Segundo as últimas notícias da mídia grega, o proprietário do 007 tem um mês para recuperar a embarcação e evitar multas pesadas. Contudo, a continuação dessa história ainda não foi confirmada pelos produtores.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Mestra 212, escolha de Hélio Castroneves, será um dos quatro barcos da Mestra Boats no salão náutico que acontece em julho
Estrutura no Raymond James Stadium, do Tampa Bay Buccaneers, dispara “canhões”, fumaça e confetes ao melhor estilo estadunidense de celebrar
Empresa brasileira especializada em limpeza náutica alerta para os riscos da maresia e reforça a importância de produtos próprios para barcos
Segundo ranking do Tripadvisor, oito dos 10 lugares mais bem avaliados para viagens a dois são conhecidos por suas praias paradisíacas
Para o Kiribati, participar do torneio em 2030 simboliza, também, voltar os olhos do mundo à crise climática e ao aumento do nível do mar




