Tubarão megalodon pode ter tido aparência diferente do que se imaginava até agora

Em novo estudo, cientistas descrevem possível novo formato para o gigante dos mares

25/01/2024
Reconstrução de um megalodon em escala real e um conjunto de dentes no Museo de la Evolución de Puebla, no México. Foto: Luis Alvaz / Divulgação

Mesmo extinto há mais de 3,6 milhões de anos, o tubarão megalodon continua em evidência nos dias atuais, seja por seus dentes gigantes encontrados por aí, ou por novos estudos sobre seu modo de viver. O mais recente deles, aponta que esse gigante dos mares tinha uma aparência diferente da que se imaginava até então.

Para os fãs da espécie — também conhecida como megalodonte — e de todos os mistérios que a envolvem, fiquem tranquilos: o megalodon continua sendo o maior tubarão que já existiu. O que um novo estudo sugere é que a estrutura do animal era, na verdade, “mais longa e mais fina”.

Foto: Encyclopedia Britannica / Divulgação

Isso porque, ao analisarem a coluna vertebral incompleta de um megalodon fossilizado — mantido no Instituto Real Belga de Ciências Naturais (IRSNB), em Bruxelas –, os cientistas encontraram discrepâncias em reconstruções anteriores.

Uma nova forma de ver o megalodon

Tradicionalmente, o megalodon é descrito como um “tubarão branco gigante”, já que, como parente próximo e predador com dieta e características semelhantes, os tubarões brancos são considerados um modelo ideal. Contudo, os estudiosos agora entendem que não é bem assim.

Tubarão branco era, até então, espécie mais próxima do megalodon

Conforme estudo publicado na Palaeontologia Electronica, diferentemente do tubarão branco, os megalodontes podem ter possuído a coluna vertebral mais fina, o que significa que o animal pré-histórico era, também, muito mais fino.

Ilustração compara formatos apontados como sendo o do megalodon. Foto: Universidade DePaul/Kenshu Shimada / Divulgação

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores examinaram tomografias computadorizadas do esqueleto vertebral de um tubarão branco juvenil e depois o compararam com a vértebra do espécime do megalodon fossilizado. As diferenças estão, principalmente, no crescimento do centro — a parte central e sólida das vértebras do animal.


Agora, de acordo com Phillip Sternes, biólogo da Universidade da Califórnia e co-autor do estudo, uma nova espécie de tubarão pode ser mais adequadamente comparada ao gigante dos mares: o tubarão mako (Isurus oxyrinchus).

Tubarão mako (Isurus oxyrinchus)

Sobre o novo tamanho do megalodonte, os pesquisadores preferem não dar um comprimento definitivo sem evidências sólidas, mas sugerem que o animal ter alcançado até 20 metros ou mais de comprimento.

A realidade é que precisamos da descoberta de pelo menos um esqueleto completo de Megalodon para ter mais confiança sobre seu verdadeiro tamanho, bem como sobre sua forma corporal– Kenshu Shimada, paleobiólogo da Universidade DePaul 

 

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