Turbina na Volvo


Torben Grael está em Gotemburgo, na Suécia, para participar do encerramento da Volvo Ocean Race. A regata de Volta ao Mundo termina neste sábado (27) com a realização da Inmarsat In-Port Race Gothenburg e o bicampeão olímpico tem uma série de atividades antes de embarcar para ser treinador da equipe nacional no Pan de Toronto. O brasileiro acompanhou de perto a atual edição, que teve o Abu Dhabi Ocean Racing como campeão. Para Torben Grael, o equilíbrio nas regatas foi o que mais chamou a atenção.
“Foi excelente o fato de a regata ter sido sempre bastante disputada, com os todos os barcos muito perto uns dos outros. Isso é bom para a Volvo Ocean Race, pois atrai o público para assistir a disputa e novos participantes. Esse foi um grande ponto a favor da mudança (design único). O fato de reduzir os custos também foi importante. Espero que mais barcos entrem na regata”, contou Torben Grael.
E por falar em barco, Torben Grael é o primeiro nome lembrado, pois liderou o Brasil 1 na única campanha nacional na história da Volvo Ocean Race. “Sem dúvida para a regata é importante ter um barco de um outro continente. O Brasil já teve sucesso em 2005-06 e seria interessante ter uma campanha no momento, mas a situação econômica não ajuda”.
O Brasil 1 terminou em terceiro lugar a Volvo Ocean Race 2005-06. A campanha contou com a participação de André ‘Bochecha’ Fonseca e Joca Signorini. Os dois velejadores estiveram envolvidos com a edição atual. Um como integrante de destaque do Mapfre e outro como treinador do Team SCA.
“O barco campeão foi o mais constante e conseguiu a vitória. Destaco também a participação das meninas, que ganharam uma regata e tiveram um papel muito relevante”, concluiu.
Nesta sexta-feira (26), o brasileiro passou para o britânico Ben Ainslie – dono de quatro ouros olímpicos – o Magnus Olsson Prize, uma honraria concedia aos atletas com grandes feitos na modalidade. Torben Grael foi o premiado no ano anterior.
Foto Ainhoa Sanchez / Volvo Ocean Race
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