Um dia para ser esquecido

Por: Redação -
14/08/2016

Duas regatas decisivas, três medalhas de ouro. Nenhuma delas foi para o Brasil, o que não tirou o brilho da competição nas polêmicas águas da Baía de Guanabara. Assim como o holandês Dorian van Rijsselberghe, da RS:X Masculino, já havia garantido a medalha de ouro por antecipação, apenas ratificando o título no dia de hoje, foi a vez de o britânico Giles Scott, da Finn, fazer o mesmo. Na décima e última regata classificatória de sua classe, ele ficou em segundo lugar, o suficiente para deixá-lo isolado (e inalcançável) no primeiro posto, com 32 pontos. Jorginho Zarif classificou-se para a Medal Race, a ser disputada terça-feira, dia 16, mas segue em sexto lugar na classificação geral e distante de conseguir mesmo o bronze, sendo necessária uma complexa combinação de resultados (ainda que ele saia vencedor na batalha final).

Mas, antes dessa verdadeira surpresa na Finn, que veio no fim da tarde, o que mobilizava o público era a disputa derradeira na classe RS:X. E muita gente aproveitou o dia ensolarado no Rio de Janeiro, comparecendo em bom número à Praia do Flamengo, logo após o meio-dia, para ver de perto as regatas da categoria, nas séries Masculina e Feminina. Os homens foram para a raia primeiro. Com a Medal Race valendo o dobro de pontos (o primeiro colocado ganhava 2 pontos, o segundo 4 e assim por diante), o “pega” foi grande pela terceira colocação, já que os dois primeiros lugares no pódio já estavam garantidos desde a regata anterior: o já citado holandês ficou com o ouro, enquanto o britânico Nick Dempsey assegurou a prata.

A medalha de bronze acabou ficando com o francês Pierre Le Coq, que somou 86 pontos — apenas dois a menos que o polonês Piotr Myszka. A comemoração foi especial. Enquanto o segundo e terceiro colocados, Nick Dempsey e Pierre Le Coq, surfaram até a areia e foram celebrar junto do público na Praia do Flamengo, envergando, cada um, uma bandeira de seu país, Dorian van Rijsselberghe foi convocado para dar uma passadinha, de bote, no iate da família real holandesa, que, assim, prestou uma homenagem improvisada, mas oficialíssima, ao bicampeão olímpico.

Nosso representante na categoria, Ricardo Winicki, o Bimba, cruzou a linha de chegada na sexta posição, figurando na sétima colocação geral do torneio. Maior nome da classe no Brasil, aos 36 anos, ele se disse satisfeito por estar entre os dez melhores, disputando a Medal Race na Rio-2016, e não descarta participar de outro ciclo olímpico, com vistas a Tóquio-2020. “É a quarta final olímpica que faço. Sabia que seria difícil e saio de cabeça erguida”, avaliou ele, que teve como melhor resultado olímpico na carreira um quarto lugar em Atenas-2004. “Enquanto estiver entre os dez melhores do mundo, vou estar velejando”, prometeu.

Entre as mulheres, emoção não faltou. Mais da metade das dez velejadoras que estavam na raia tinham chance de beliscar uma medalha — inclusive a nossa Patricia Freitas. Ela conseguiu chegar em quarto lugar na Medal Race, mas terminou o torneio na oitava posição — o que não foi suficiente para garantir uma medalha. “Foi uma regata de performance, porém mais em relação ao equipamento”, comentou ela, ao fim da disputa, que teve como grande campeã a francesa Charline Picon. A chinesa Peina Chen e a russa Stefanyia Elfutina completaram o pódio da RS:X Feminino, ganhando prata e bronze, respectivamente. Charline foi bastante saudada pela torcida e, em especial, por compatriotas na chegada à Praia do Flamengo. “Com seis velejadoras com chances de medalha, foi uma luta muito boa. Talvez tenha sido até uma disputa inédita”, disse a francesa. “Foi inesquecível”, completou a russa.

Nas demais regatas disputadas hoje à tarde na Baía de Guanabara, o melhor desempenho coube a Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan, da 470 Feminino, classe que ainda tem três regatas classificatórias a serem realizadas. Mas não será tarefa fácil. Com uma 21ª e uma nona colocação nas regatas de hoje, elas figuram na oitava posição geral, com 65 pontos — para efeito de comparação, a dupla austríaca, que ocupa o terceiro lugar, soma 44 pontos. Na 470 Masculino, segue dura a batalha de Henrique Haddad e Bruno Bethlem. Na primeira bateria, obtiveram apenas a 27ª colocação; na segunda, se recuperaram, ficando em nono lugar. Mesmo assim, estão apenas na 24ª colocação.

Finalmente, na Nacra 17, hoje foi o dia de Samuel Albrecht e Isabel Swan darem adeus às possibilidades de medalha. Após as três regatas do dia, os dois figuram na 10ª posição, tendo 120 pontos. Com isso, estarão na Medal Race, que, a exemplo da Finn, ocorre na terça, 16. Nesta segunda, será dia de Medal Races para as classes Laser e Laser Radial. Na primeira, Robert Scheidt, em quinto lugar na classificação geral, tentará o bronze, mas na segunda o Brasil não terá representante, já que Fernanda Decnop terminou a fase classificatória na 24ª colocação.

Foto: Divulgação

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