Vela brasileira

Por: Redação -
12/05/2016
Start - Day 1

Encerrada a primeira edição do City Grand Slam de Hamburgo, as expectativas e projeções para os Jogos Olímpicos se intensificam. A regularidade da vela brasileira na competição coloca a modalidade como a terceira mais bem sucedida em número de medalhas. Nosso velejadores já frequentaram o pódio olímpico 17 vezes, atrás apenas do vôlei (20), incluindo-se praia, e do judô (19).

Os medalhistas olímpicos Torben Grael, com cinco conquistas, e Bruno Prada, com duas, foram as atrações brasileiras nas regatas válidas pela Star Sailors League (SSL) e cumpriram suas tarefas, chegando em sétimo e sexto lugares, respectivamente, entre 86 tripulações. Torben viajou direto de Hyères, onde coordenou a equipe olímpica na etapa francesa da Copa do Mundo, para Hamburgo, na Alemanha.

“A equipe está bem balanceada. Temos a experiência do Robert (Scheidt), da Fernandinha (Oliveira), do Bimba (Ricardo Winick), mesclada a velejadores mais jovens. Será necessário equilíbrio, Competir em casa vai servir tanto para estimular quanto para pressionar”, avalia Torben, coordenador técnico da Confederação Brasileira de Vela, que prefere não cogitar desempenhos pessoais. “Conta de medalhas não existe, esporte não é matemática. Às vezes, nem o principal dos favoritos consegue a medalha, mas temos chances reais e queremos manter a tradição da vela”.

A maior conquista olímpica de Torben é o bicampeonato na classe Star ao lado de Marcelo Ferreira, além de mais uma prata e dois bronzes. Bruno Prada tem prata e bronze na mesma classe, correndo com Robert Scheidt. “O Brasil irá para os Jogos com um time forte, basta analisarmos os quatro últimos anos. Robert (Laser), Martine e Kahena (49erFX), Fernanda (470) e Jorginho Zarif (Finn), têm todas as condições de brilhar. As Pranchas a Vela e a Nacra podem ir para a medal race, enquanto as classes Laser Radial, 470 masculina e 49er terão ótima oportunidade para adquirir experiência única”, considera Bruno.

O tetracampeão mundial de Star reserva otimismo à parte para falar das possibilidades do parceiro de barco e amigo há 25 anos, Robert Scheidt, que poderá chegar à impressionante marca do sexto pódio nos Jogos do Rio. “O Robert vai chegar muito forte. Ele está evoluindo na hora certa, tem moral de sobra e os adversários o respeitam demais. Ele joga a pressão para cima dos caras”, enfatiza Bruno, que aponta quatro países entre os mais bem cotados na vela olímpica. “Vejo Inglaterra, Austrália, França e Holanda muito bem preparados”. Bruno e Robert conquistaram duas medalhas em Olimpíadas, Pequim (prata) e Londres (bronze). Juntos, ainda faturaram o tricampeonato mundial de Star.

Foto: Divulgação

Assine a revista NÁUTICA: www.shoppingnautica.com.br

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Boat Show de Itajaí terá lancha escolhida por tetracampeão das 500 milhas de Indianápolis

    Mestra 212, escolha de Hélio Castroneves, será um dos quatro barcos da Mestra Boats no salão náutico que acontece em julho

    Copa do Mundo: estádio que recebeu a Inglaterra tem navio pirata de 31 metros

    Estrutura no Raymond James Stadium, do Tampa Bay Buccaneers, dispara “canhões”, fumaça e confetes ao melhor estilo estadunidense de celebrar

    Nautispecial faz 30 anos e revela cuidados para conservar seu barco

    Empresa brasileira especializada em limpeza náutica alerta para os riscos da maresia e reforça a importância de produtos próprios para barcos

    O amor está no mar: veja os destinos preferidos dos casais neste Dia dos Namorados

    Segundo ranking do Tripadvisor, oito dos 10 lugares mais bem avaliados para viagens a dois são conhecidos por suas praias paradisíacas

    Conheça o país que pode desaparecer no mar antes de disputar uma Copa do Mundo

    Para o Kiribati, participar do torneio em 2030 simboliza, também, voltar os olhos do mundo à crise climática e ao aumento do nível do mar