Protótipo de vela inflável feito com material de paraquedas é apresentado na Suíça


Com histórico de dar vida a ideias malucas, os parceiros Edouard Kessi e Laurent de Kalbermatten apresentaram, recentemente, em Genebra (Suíça), uma de suas invenções: a vela inflável IWS instalada no casco de um antigo veleiro de corrida de 5,5 m de comprimento. O design da vela conta com ondulações e acabamento que imita uma asa, prometendo aerodinâmica eficiente, arrasto baixo e operação com menor intensidade de vento.


O sistema é acionado por meio de um interruptor. Ele ativa o compressor que bombeia ar para um mastro de alumínio de 13 m que se eleva dentro da vela. Quando a vela sobe, a bomba principal para e dois pequenos ventiladores são responsáveis por inflá-la.

O pano de vela utilizado é um material básico de paraquedas. De acordo com os idealizadores do sistema, não é caro, é muito leve e a pressão que precisa para manter a vela inflada é de apenas 2 milibares, cerca de 1,5 gramas/cm². “Isso é mil vezes menos que a pressão no pneu do seu carro. E como a pressão é baixa, não precisamos nos preocupar com vazamentos, pois é preciso muito pouco para mantê-lo inflado”, afirmou Kessi.
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A navegação promete ser simples, mesmo em locais pequenos, com “obstáculos” que poderiam dificultar manobras, já que a plataforma não possui coberturas e pode girar 360°. Porém, este tipo de vela também traz suas desvantagens, como por exemplo o peso, a menos que seja fabricada com materiais de alta tecnologia, que aumentariam o preço de produção.

Kessi e Kalbermatten acreditam que o IWS fornece muitas respostas viáveis para o mundo do transporte, enquanto o mundo procura maneiras de reduzir as emissões de embarcações (apenas 15 dos maiores navios emitem mais óxidos nocivos de nitrogênio e enxofre do que todos os carros do mundo juntos, de acordo com um relatório do The Economist).

Mas talvez a indicação mais reveladora de que o sistema possa entrar no cenário da vela seja a implementação por um dos maiores estaleiros do mundo, de acordo com os criadores do sistema. “A Beneteau está trabalhando na produção de um novo catamarã de cruzeiro com uma plataforma IWS que estará disponível em dois anos”, disse Kessi.
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