Prontos para a Rio-2016


O que tinha de ser feito em termos de preparação, de Londres-2012 para cá, está feito. A menos de uma semana do início das regatas na Baía de Guanabara, marcadas para a próxima segunda, dia 8, os atletas que compõem o Time Brasil afinam o discurso em relação ao desempenho na raia. Eles receberam a imprensa hoje de manhã, na Escola de Educação Física do Exército (Esefex), na Urca, uma das bases oficiais de treinamento do Time Brasil, para uma última sessão de entrevistas antes da Rio-2016.
“Todo mundo vem treinando há quatro ou até cinco anos para a Olimpíada e, aqui, quer fazer o seu melhor”, destacou Samuel Albrecht, que, ao lado de Isabel Swan, vai tentar chegar a uma medal race (regata valendo medalha), na Nacra 17. “Esse será nosso primeiro objetivo e, a partir daí, por querer sempre mais, a gente pode pensar em uma medalha”, emendou ele.
Na opinião de Fernanda Oliveira, que faz dupla com Ana Barbachan na classe 470 Feminino, todas as equipes vêm se preparando muito. “Creio que, desde que o Rio foi eleito sede dos Jogos (a escolha ocorreu em outubro de 2009; portanto, há quase sete anos), todos que tinham intenção de vir para cá, de uma certa forma, voltaram seu foco para essa preparação. Então, na raia, será tudo de igual para igual”, avaliou ela. Para Ana, o que vai fazer diferença, daqui para a frente, não é uma possível pressão da torcida por resultados, já que o Time Brasil concorre em casa, e sim a pressão delas mesmas por uma boa performance. “Nosso papel é estarmos preparadas para todas as condições possíveis, e foi o que fizemos até aqui”.
É essa a visão também de Jorge Zarif, da Finn. “Pode ter certeza de que todo mundo que veio para cá está preparado para várias condições”, comentou ele, fazendo, porém, uma ressalva. “A Baía de Guanabara tem o poder de surpreender você todos os dias, e uma maré mais cheia, por exemplo, pode dificultar a escolha de caminhos e facilitar as coisas para nós, brasileiros. Mas é muito difícil de prever”, disse ele, que veleja nessas águas desde os 8 anos de idade — atualmente, está com 23. “Até me considero um pouco carioca”, brincou o velejador paulista.
Já Patrícia Freitas, da categoria RS:X Feminino, se valerá da forte expectativa dos brasileiros por medalhas para dar um gás a mais na água. “A gente está em casa e eu estou animada com isso”, declarou. “Na Olimpíada, muita gente perde a cabeça e eu estou conseguindo manter a calma”, completou ela, que alterna períodos de treinos na Baía de Guanabara com sessões de ciclismo e mountain bike por trilhas cariocas, três vezes por semana, a fim de reforçar a parte física — o windsurf é uma modalidade que cobra um alto tributo dos atletas nesse quesito.
“Cada um vai dar o seu melhor e é possível que consigamos medalhas, mas não será fácil”. As palavras são de Torben Grael, coordenador técnico da Equipe Brasileira de Vela, que, se por um lado não vê vantagem no fato de nossos atletas participarem de uma disputa em casa (“As principais equipes estão treinando aqui desde 2012”, pontuou), por outro, anima-se com o fato de a Baía de Guanabara ter muitas particularidades — ressalte-se, não encontradas em outras raias olímpicas ao redor do mundo. “A baía é superdinâmica, volátil. Ela muda muito”, afirmou, acrescentando que o comportamento dessas águas nada previsíveis vem sendo monitorado há anos e, agora, em função da Rio-2016, esse trabalho foi intensificado.
A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro olímpicas na história do esporte do Brasil — seis — e, ao todo, os velejadores brasileiros já conquistaram 17 medalhas em Jogos Olímpicos.
Fotos Fred Hoffmann/Divulgação
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