O novo veleiro Phoenix fará sua estreia na Semana Internacional de Vela de Ilhabela, evento marcado de 24 a 31 de julho, no Yacht Club de Ilhabela (YCI). O barco de 44 pés é apontado por especialistas em vela oceânica como um dos melhores projetos feitos no país, misturando velocidade e tecnologia a bordo.
O veleiro é um Botin 44 construído todo em carbono pelo estaleiro ML Boats, em Indaiatuba, interior de São Paulo, e que teve como projetista a Botin Partners Naval Architecture. A construção começou em 2019, pouco antes da pandemia de Covid-19, e agora está em processo final de ajustes no Iate Clube de Santos, no Guarujá, sob o comando do atleta olímpico André Fonseca e de Sérgio Rocha.
Apesar do tamanho, a embarcação deve pesar no máximo 5 300 quilos. O mastro instalado é de 21,75 metros. As duas rodas de leme e o grinder devem ajudar os tripulantes a fazer manobras mais rápidas. O tamanho da área vélica deve chamar a atenção em Ilhabela, principalmente com a vela balão, àquela utilizada em ventos de popa.
Na Semana de Vela de Ilhabela, o Phoenix vai medir na classe ORC e terá sob seu comando Eduardo Souza Ramos, o maior vencedor da competição em Ilhabela com 11 títulos divididos em barcos como Phoenix e Pajero. ”Torcendo para que o barco fique pronto. Os finalmentes sempre são muito imprevisíveis e são muitos! Estamos ansiosos para velejar”.
”O espírito que me levou a esse barco é ter um veleiro prazeiroso, agradável no velejar em ventos médios, de popa e de través. Consegui depois de muitos anos ter roda de leme, o que me dá um conforto maior em barcos rápidos. É bom de andar e navegar”, disse Eduardo Souza Ramos.
A tripulação do Phoenix é a atual campeã da Semana Internacional de Vela de Ilhabela. Na última edição, disputada em 2019, o Pajero – um Soto40 – foi o campeão da categoria e teve o melhor desempenho entre todos os 123 participantes.
Nos próximos dias, a equipe do Phoenix fará o batismo do veleiro e os testes na água com as velas. Até a viagem para Ilhabela desde Santos, a equipe de terra do Phoenix ficará praticamente 24 horas por dia em função da montagem do veleiro.
Além da ORC, a 48ª edição da Semana Internacional de Vela de Ilhabela está aberta às classes RGS, Bico de Proa, Clássicos, C30 e HPE25.
Velejadores profissionais, olímpicos e amadores tradicionalmente correm as regatas, que marcam o grande encontro anual da modalidade na América do Sul. Em 2021, todas as atividades relacionadas ao evento atenderão aos protocolos de segurança oficiais relacionados à COVID-19. As inscrições estão abertas por meio do site.
”A estreia do Phoenix será um marco para a modalidade e principalmente para a Semana Internacional de Vela de Ilhabela. A expectativa entre os velejadores é enorme e certamente vai chamar atenção de todos nessa retomada das regatas”, comemorou Mauro Dottori, diretor de vela do Yacht Club de Ilhabela (YCI) e organizador do evento.
Antes de correr as primeiras regatas, é difícil apontar a velocidade final do barco, mas pela quantidade de área vélica e peso – pouco para um 44 pés – a tendência é que o Phoenix seja muito rápido. Foi essa a ideia do projeto, que para alguns integrantes da equipe é uma versão brasileira do TP52, da campanha de Eduardo Souza Ramos na Europa em anos anteriores.
O Phoenix está qualificado até para a disputa do Mundial de ORC, que é considerado o maior evento de oceano do mundo. Há um similar ao Botin 44 nos Estados Unidos chamado Interlodge 4, que disputa as principais competições do Hemisfério Norte. Assim com o time norte-americano, o barco brasileiro terá uma tripulação profissional, que não estará 100% completa na Semana de Vela de Ilhabela por causa da Olimpíada de Tóquio, que é no mesmo período.
Tático do Phoenix, o atleta olímpico e com três participações na The Ocean Race, André Fonseca, quer fazer história na nova versão do Phoenix. ”É um barco de performance desenhado para velocidade e nem sempre para handicap. Queremos ganhar grandes velocidades, quem sabe quebrar recordes, principalmente da Alcatrazes. A gente sabe se pegar uma condição boa de vento temos condições de bater essa marca e também de outras no Brasil”.
A melhor marca da Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil é do veleiro gaúcho Crioula, que fez o percurso de 55 milhas em 6 horas, 1 minuto e 42 segundos no ano de 2017. O recorde anterior era do Camiranga, um Soto65, com 6 horas, 4 minutos 03 segundos, em 2015.
Em 2021, a regata Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil novamente abrirá o calendário de provas da Semana Internacional de Vela de Ilhabela no domingo (25). No mesmo dias largam também a Toque-Toque e Renato Frankenthal.
”É puro carbono! Nem pintamos para não ter peso no barco. A cada dia é um gol. Estamos trabalhando das oito da manhã às oito da noite para conseguir chegar a tempo”, concluiu Sergio Rocha, um dos responsáveis pelo projeto.
As inscrições para a 48ª edição da Semana Internacional de Ilhabela estão abertas para as regatas de 24 a 31 de julho no Yacht Club de Ilhabela (YCI), em parceria com a Prefeitura de Ilhabela. As inscrições são feitas pelo site www.sivilhabela.com.br para os veleiros nas categorias ORC, RGS, Bico de Proa, Clássicos, C30 e HPE25.
O acesso ao Sistema de Inscrições está disponível desde 18 de junho até o dia 19 de julho. O valor do pagamento da taxa de inscrição do veleiro será definido no momento da inscrição. O simples cadastramento não garante nenhuma faixa de valor e sua inscrição só será efetivada após a quitação da inscrição.
O valor da inscrição será calculado pelo tamanho do barco. Veja na tabela abaixo:
Até 25 pés – R$ 400
Até 26 a 28 pés – R$ 500
De 29 até 32 pés – R$ 600
De 33 até 40 pés – R$ 700
De 41 até 46 pés – R$ 1 000
Acima de 47 pés – R$ 1 200
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O São Paulo Boat Show 2026 foi a estreia oficial da Tank Boats. O estaleiro levou para o salão seu primeiro modelo, a T36, uma lancha de 36 pés que combina conforto e desempenho.
Recém-chegada ao mercado, a Tank Boats foi inaugurada em abril, e escolheu o evento para o lançamento de sua embarcação primogênita, do tipo center console, com referências internacionais.
É um barco que traz muitas referências internacionais, principalmente no acabamento, que é extremamente fino e difícil de encontrar em embarcações nacionais. Também temos muita tecnologia embarcada, com uma interface própria da Tank Boats - destacou Fábio Bisolatto, fundador da Tank Boats
[caption id="attachment_210486" align="alignnone" width="920"] Fábio Bisolatto. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]
Segundo Inara Bisolatto, gerente de marketing da marca, a T36 pode ser configurada tanto para pescadores quanto para quem busca passeios, lazer e uso familiar.
A lancha tem casco construído por infusão a vácuo, motorização de popa e uma cabine considerada pelo estaleiro uma das maiores da categoria. Na unidade exposta no salão, a motorização é composta por três motores Mercury de 425 hp, totalizando 1.275 hp.
[caption id="attachment_210485" align="alignnone" width="920"] Motores da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]
Barco conta com ‘caixa-preta’
De acordo com Victor Tadano, um dos sócios da Tank Boats, a empresa desenvolveu uma interface própria para centralizar informações que normalmente ficam espalhadas entre diferentes equipamentos e telas da embarcação.
A T36 exposta possui sete telas, mas a proposta do sistema é permitir que as informações consideradas essenciais sejam acompanhadas de maneira centralizada.
[caption id="attachment_210484" align="alignnone" width="920"] Center console da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]
O executivo ainda destacou que o software armazena dados sobre o funcionamento da embarcação e acompanha parâmetros dos sistemas ao longo do tempo. Assim, a partir desses registros, é possível identificar desvios em relação ao padrão de funcionamento e indicar possíveis problemas.
Alterações de rotação, temperatura ou consumo do motor podem gerar alertas antes que uma falha efetivamente aconteça.
Temos muita tecnologia e muitas telas no barco, mas não adianta ter sete telas e não conseguir acompanhar todas. Por isso, é importante ter, em pelo menos uma delas, as informações essenciais da embarcação. Não é apenas uma tela: é um sistema que armazena os dados, como uma espécie de caixa-preta que trouxemos para dentro do barco para ajudar no gerenciamento - afirmou Tadano
[caption id="attachment_210483" align="alignnone" width="920"] T 36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]
Manual de instruções
Fábio Bisolatto e Victor Tadano explicaram que o proprietário receberá, junto com a embarcação, um manual de instruções, projeto elétrico e projeto hidráulico, além das especificações e códigos dos componentes utilizados.
Segundo eles, os itens empregados durante a fabricação são rastreados para facilitar futuras manutenções e substituições.
A empresa também afirma possuir um documento de ensaios de 51 páginas, com os testes realizados durante a fabricação e a entrega da embarcação.
[caption id="attachment_210480" align="alignnone" width="920"] T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]
[caption id="attachment_210479" align="alignnone" width="920"] Canine da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]
Fundo de investimentos
O estaleiro foi aberto em abril de 2026. Os sócios afirmam que a marca conta com o respaldo de um fundo de investimento e que os recursos previstos permitem sustentar a operação pelos próximos três anos durante a ampliação da linha de produtos, independentemente das vendas.
[caption id="attachment_210478" align="alignnone" width="920"] Center console da T36. Foto: Alexandre Battibugli / Revista Náutica[/caption]
Estreia no São Paulo Boat Show
O São Paulo Boat Show foi palco da estreia oficial da Tank Boats diante do público, e a empresa montou um estande de aproximadamente 370 m² para apresentar a marca.
Para Inara, a recepção superou as expectativas e a Tank Boats já havia fechado vendas antes mesmo da metade do evento.
[caption id="attachment_210481" align="alignnone" width="920"] T36. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
Próximos lançamentos
Os executivos revelaram que a engenharia da Tank Boats já trabalha em dois novos lançamentos, embora não tenham divulgado modelos, tamanhos ou datas específicas.
A intenção é ampliar a linha nos próximos anos e consolidar a empresa no segmento de center consoles.
São Paulo Boat Show 2026
O maior salão náutico da América Latina leva seus visitantes para uma verdadeira imersão no universo das águas. Mais de 170 embarcações, passando por botes, lanchas e jets, tomam conta do pavilhão do São Paulo Expo e podem ser vistas de perto.
[caption id="attachment_207151" align="alignnone" width="920"] Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]
O público ainda encontra uma ampla variedade de equipamentos, motores, acessórios e serviços náuticos das principais marcas do mercado. Veículos off-road, projetos inovadores e atrações para toda família, como o NÁUTICA Talks, complementam o evento, que traz ainda o Espaço dos Desejos, área de luxo que expõe carros esportivos, helicópteros, relógios de alto padrão e até obras de arte.
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Anote aí!
SÃO PAULO BOAT SHOW 2026Quando: de 24 a 29 de setembro de 2026
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
Horário: das 13h às 22h; no primeiro dia, abertura às 15h; no último dia, encerramento às 21h
Mais informações: no site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
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