Victory Yachts entrega primeiras embarcações de sua linha de trabalho ao Governo do Paraná

Modelos de 30 pés, que inauguram a linha Victory Work, compuseram o maior pacote de investimentos da história da segurança pública do estado

03/06/2026
Pacote de investimentos soma R$ 338 milhões em armamento, viaturas e embarcações. Foto: Victory Yachts / Guilherme Kodja / Divulgação

O estaleiro paranaense Victory Yachts, conhecido pelas embarcações insubmergíveis (que não afundam), acaba de entregar suas primeiras lanchas voltadas aos serviços de segurança, na chamada linha Work. Dois modelos compuseram o maior pacote de investimentos da história da segurança pública do Paraná, anunciado no início do mês de maio pelo governador do estado, Carlos Massa Ratinho Júnior.

Ao todo, R$ 338 milhões foram investidos no fortalecimento das forças policiais e de resgate, divididos entre 3.200 armamentos, 1.245 viaturas e 29 embarcações — três delas da nova linha Work do estaleiro Victory Yachts: duas W300 e uma W398, que ainda será entregue.

Duas W300, embarcações de trabalho da Victory, foram entregues à Polícia Militar do PR. Foto: Victory Yachts / Guilherme Kodja / Divulgação

A marca paranaense já soma mais de 700 barcos entre 23 e 42 pés produzidos, todos por um processo construtivo 100% por infusão a vácuo. Segundo a marca, o estaleiro é o único no Brasil a operar totalmente nesse sistema, conhecido por reduzir a quantidade de resina desnecessária na fabricação. Na prática, a redução gera menos peso e, consequentemente, aumenta a eficiência dos barcos ao passo que reduz seus gastos operacionais e de manutenção.

 

 

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Linha Work: os barcos de trabalho da Victory Yachts

A linha Work da Victory Yachs é voltada aos barcos de trabalho, pensados para atender a diversos setores da segurança, como a própria Polícia Militar, os bombeiros ou outros serviços de salvamento. Nesta categoria, inaugurada com as entregas feitas no Paraná, as embarcações possuem reforços estruturais exclusivos em toda a área do casco e costados, como as chamadas longarinas, presentes nos modelos de 30 pés que agora serão usados pela Polícia Militar paranaense.

Foto: Victory Yachts / Guilherme Kodja / Divulgação

O recurso foi pensado para permitir abordagens táticas e rápidas, de modo a suportar contatos diretos com outras embarcações durante operações policiais ou de resgate. As embarcações da Victory são insubmergíveis (ou seja, não afundam) — não só na linha Work como também nas divisões de lazer Sport, Ride e Open Sea.

Todas as áreas do barco são customizáveis, com design que prioriza a área operacional e a circulação dos agentes com armamentos e equipamentos, facilitando o posicionamento tático e o desembarque.

Foto: Victory Yachts / Guilherme Kodja / Divulgação

No caso da W300, o barco conta ainda com um sistema desenvolvido para evitar colisões durante interceptações e abordagens, além de duas telas de 12 polegadas que integram carta náutica, radar e imagens da câmera térmica Flir ao sistema de navegação.

Foto: Victory Yachts / Guilherme Kodja / Divulgação

Na prática, caso a patrulha identifique algo suspeito no radar durante a noite, o policial pode selecionar o ponto na tela para que a câmera localize automaticamente o alvo com visão noturna. O modelo também dispõe de sistemas especiais para acomodação de munições e armamentos.


Em termos de desempenho, as embarcações Victory entregues ao governo do Paraná são equipadas com uma parelha Mercury de 300 hp cada (totalizando 600 hp). Graças à leveza do casco infundido a vácuo, o barco ultrapassa 54 milhas de velocidade (cerca de 100 km/h), permitindo interceptações eficientes mesmo quando carregado com pessoal e equipamentos pesados.

Foto: Victory Yachts / Guilherme Kodja / Divulgação

A tecnologia também coloca os barcos Victory Work em um nível que supera até mesmo modelos utilizados por polícias de Miami e da Flórida (EUA), conforme destacou Guilherme Kodja, embaixador do estaleiro. Segundo ele, sem a redução de peso gerada pelo trabalho de infusão a vácuo, esses modelos costumam ser mais pesados e consumir mais combustível.

Isso faz com que o operacional não seja tão eficiente– concluiu

 

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