Do céu para as águas: piloto brasileiro recordista planeja volta ao mundo em catamarã
Dar uma volta ao mundo, em qualquer circunstância, é uma missão extremamente desafiadora — e André Freitas sabe muito bem disso. O criciumense é detentor do recorde mundial de volta ao mundo mais rápida de helicóptero, tendo contornado o planeta em apenas 106 dias. Porém, não contente o suficiente, ele já planeja uma nova jornada: circunavegar a Terra a bordo de um catamarã. Mas tem um detalhe: sem nunca ter navegado em um modelo desse antes.
Por água, terra e ar: conheça aviões anfíbios que entregam lazer e adrenalina
Troca de comando! Piloto de avião assume veleiro e velejador olímpico encara os céus
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Inclusive, o nome do catamarã não poderia ser melhor: Aventura — bem a cara de André, que se descreve como um “aventureiro”. A bordo deste barco de dois cascos, ele pretende repetir nas águas a façanha que realizou no ar em 2024, quando voou por 35 países em pouco mais de três meses.
Ver essa foto no Instagram
Assim como fez entre as nuvens, a ideia é que a expedição a bordo do Aventura passe por 35 nações. Ao seu lado, o brasileiro terá outro piloto de helicóptero, o experiente britânico Peter Wilson, que esteve com André no recorde de 2024 — e que também não sabe o que é dar uma volta ao mundo sobre as águas.
Segundo o empresário, a missão já tem data prevista: 9 de janeiro de 2027. Porém, para preparar a logística, ele sairá cerca de 40 dias antes, partindo da França até a região do Caribe. De lá, o piloto iniciará a jornada épica, que promete terminar no mesmo lugar de onde começou.


A circunavegação passará, obrigatoriamente, pelo Canal do Panamá, Galápagos (Equador), pelas ilhas da Polinésia Francesa (França) e destinos como Fiji, Tonga, Austrália, Ilhas Maurício, Cabo das Tormentas (África do Sul), Fernando de Noronha (Brasil) e, por fim, Caribe.
Nessa expedição, estão programadas 22 paradas durante os 15 meses da travessia de 50 mil quilômetros. As pausas serão utilizadas para reabastecimento de água, combustível, alimentos e reparos no barco.
Sedento por aventura
“Dessa vez ele está indo longe demais”, você pode ter pensado. Contudo, quando se puxa o histórico aventureiro de André, descobre-se que, na verdade, essa será só mais uma aventura do empresário. Em 2018, por exemplo, ele escalou o Monte Everest, a montanha mais alta do planeta, que tem um pico a 8,8 mil metros acima do nível do mar.


Com mais de 25 anos de experiência como piloto, o corpo dele está mais do que acostumado a ser levado ao limite. Ele já participou de 10 triatlos Ironman, que envolve 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,195 km de corrida. Entretanto, navegar é uma novidade.
Vai ser uma coisa totalmente nova entrar no catamarã. Vou ter até o final do ano para aprender a velejar e fazer cursos– contou o piloto ao portal 4Oito
Por um lado, a expectativa está nas alturas (com o perdão do trocadilho): o catamarã já chegou e a rotina está sendo direcionada para o objetivo da volta ao mundo. Por outro, o clima é de apreensão por parte da sua esposa, Janaína.
Coração bem apertado, da outra vez ele já era piloto há mais de 20 anos, já tinha uma experiência gigantesca no que ele estava fazendo, e agora não– revelou ela
O empresário contou, em reportagem do Fantástico, que mantinha contato constante com sua esposa por meio de diferentes tecnologias de comunicação e monitoramento durante a expedição de helicóptero. Para mantê-la atualizada no dia a dia, ele aproveitava as pausas da viagem para conversar por chamadas de vídeo, além de trocar mensagens de texto diariamente.
Porém, ao que tudo indica, o contato será menos frequente durante a volta ao mundo a bordo do catamarã, já que velejar exige um trabalho mais contínuo — principalmente por não ser a especialidade dele. Mas, certamente, assim como fez no céu, as paradas em terra firme servirão não só para reabastecer o barco, mas também para recarregar as saudades de casa.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Conhecida como "yacht standard", a moda faz com que embarcações funcionem como extensões imobiliárias de luxo; evento vai de 24 a 29 de setembro
Competição chegou à 6ª edição em Fortaleza e serviu como preparação para o Mundial de Vela 2027, etapa classificatória para os Jogos Olímpicos 2028
Modelo do estaleiro italiano Riva, o 3º da marca sob posse do piloto, segue um visual clássico que alia materiais como madeira e couro
Empresário, natural do distrito de Leiria, em Portugal, fundou a empresa ao lado da esposa Yolanda Cristina
Prestes a completar 17 anos, Erik Scheidt esteve entre os cinco melhores colocados em 10 das 11 regatas da classe ILCA 6 disputadas na Dinamarca




