Homem com perna e braço amputados completa volta ao mundo a bordo de veleiro

Por: Redação -
16/03/2022

Demorou sete anos e meio, mas Dustin Reynolds se tornou o primeiro indivíduo com dois membros amputados a navegar sozinho ao redor do globo. O homem de 43 anos perdeu seu braço e parte da perna após um acidente com um caminhão em 2008.

A tragédia o deixou endividado, e a ausência nos negócios prejudicou suas empresas de pesca e limpeza de carpetes. Reynolds afirma que se encontrava sem perspectiva de futuro, até que, em uma busca na internet, deparou-se com uma lista das pessoas que haviam navegado sozinhas ao redor do mundo. Ao notar que nenhuma delas era como ele, amputado de dois membros, Dustin decidiu que seria o primeiro.

Os empecilhos físicos não o impediram de comprar um veleiro, que batizou de Rudis, e de navegar no mesmo dia da compra. Após ler muitos livros sobre navegação e assistir a inúmeras aulas no YouTube, Dustin embarcou em uma viagem pelas ilhas do Havaí um mês antes de começar sua circum-navegação.

Inicialmente, ele acreditou que a viagem levaria cinco anos para ser concluída, mas a pandemia da Covid-19 e problemas com a embarcação acabaram adiando o seu sonho.

No momento em que ele alcançou a costa da Tailândia, o veleiro estava, em suas palavras, ‘detonado’, com rachaduras no mastro e um motor inoperante. A essa altura, ele já havia passado por países como Austrália, Indonésia e Malásia.

Um amigo sugeriu que ele criasse uma arrecadação coletiva pela internet, a fim de comprar um novo barco. A ideia deu certo e Dustin conseguiu comprar o veleiro Tiama. Logo lançou-se novamente ao mar, passando pela África do Sul, subindo até o Caribe e chegando a Nova Iorque no auge da pandemia. Depois de um tempo na metrópole, pôde prosseguir viagem, quando visitou a Colômbia, atravessou o Canal do Panamá e conheceu as ilhas Galápagos e Marquesas. Finalmente, em dezembro de 2021, foi recebido calorosamente em South Point, Havaí, ponto final de seu percurso ao redor do mundo.

Dustin Reynolds agora se dedica a terminar seu livro, ministrar palestras e a conduzir seus projetos ambientais.

Por Gabriel Caldini, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Dia Mundial dos Oceanos: ONU propõe reimaginar o cuidado com as águas do planeta

    Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos

    Capital do turismo náutico em SC recebe maior salão do setor no Sul em julho

    Itajaí se destaca pelo turismo ligado ao mar e por ser palco de grandes eventos náuticos, como a The Ocean Race e o Marina Itajaí Boat Show

    Mônaco vira vitrine flutuante com megaiates de até 122 metros durante GP de F1

    Pilotos, chefes de equipe e bilionários ligados ao paddock levam ao Principado embarcações que unem luxo, tecnologia e experiências VIP a bordo

    Grupo Ferretti lança Itama 70 em renovação da tradicional marca italiana de open yachts

    Modelo de 21 metros dá continuidade ao processo de modernização da Itama, iniciado com a Itama 54

    Filme que narra histórica travessia do Atlântico de Amyr Klink ganha data de estreia

    "100 Dias", longa-metragem que terá Filipe Bragança no papel do navegador, será lançado nas telonas no dia 29 de outubro