Homem com perna e braço amputados completa volta ao mundo a bordo de veleiro
Demorou sete anos e meio, mas Dustin Reynolds se tornou o primeiro indivíduo com dois membros amputados a navegar sozinho ao redor do globo. O homem de 43 anos perdeu seu braço e parte da perna após um acidente com um caminhão em 2008.
A tragédia o deixou endividado, e a ausência nos negócios prejudicou suas empresas de pesca e limpeza de carpetes. Reynolds afirma que se encontrava sem perspectiva de futuro, até que, em uma busca na internet, deparou-se com uma lista das pessoas que haviam navegado sozinhas ao redor do mundo. Ao notar que nenhuma delas era como ele, amputado de dois membros, Dustin decidiu que seria o primeiro.
Os empecilhos físicos não o impediram de comprar um veleiro, que batizou de Rudis, e de navegar no mesmo dia da compra. Após ler muitos livros sobre navegação e assistir a inúmeras aulas no YouTube, Dustin embarcou em uma viagem pelas ilhas do Havaí um mês antes de começar sua circum-navegação.
Inicialmente, ele acreditou que a viagem levaria cinco anos para ser concluída, mas a pandemia da Covid-19 e problemas com a embarcação acabaram adiando o seu sonho.


No momento em que ele alcançou a costa da Tailândia, o veleiro estava, em suas palavras, ‘detonado’, com rachaduras no mastro e um motor inoperante. A essa altura, ele já havia passado por países como Austrália, Indonésia e Malásia.
Um amigo sugeriu que ele criasse uma arrecadação coletiva pela internet, a fim de comprar um novo barco. A ideia deu certo e Dustin conseguiu comprar o veleiro Tiama. Logo lançou-se novamente ao mar, passando pela África do Sul, subindo até o Caribe e chegando a Nova Iorque no auge da pandemia. Depois de um tempo na metrópole, pôde prosseguir viagem, quando visitou a Colômbia, atravessou o Canal do Panamá e conheceu as ilhas Galápagos e Marquesas. Finalmente, em dezembro de 2021, foi recebido calorosamente em South Point, Havaí, ponto final de seu percurso ao redor do mundo.
Dustin Reynolds agora se dedica a terminar seu livro, ministrar palestras e a conduzir seus projetos ambientais.
Por Gabriel Caldini, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
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