Em cima de jet, homem percorre 320 quilômetros para fugir da China rumo à Coreia do Sul
Kwon Pyong é coreano e já foi preso na China por “incitação à subversão do poder estatal”


O coreano Kwon Pyong tinha um jet, 200 litros de combustível e um sonho: fugir da China. Ele só não esperava que, após percorrer mais de 300 quilômetros, encalharia nas zonas úmidas de Incheon (Coreia do Sul) e fosse detido por cruzar a fronteira ilegalmente.
Empresa aposta em casas flutuantes e quer criar ‘houseyachts’ modernas e ecológicas
Assine NÁUTICA e ganhe convites para visitar o Boat Show!
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
Considerado um dissidente político que já foi preso na China por “incitação à subversão do poder estatal”, Kwon Pyong, um coreano de 35 anos — cujo nome em mandarim é Quan Ping — , tentou deixar a China utilizando uma moto aquática vermelha. Na embarcação, ele chegou a cruzar o Mar Amarelo, chegando à cidade portuária de Incheon.


Lee Daeseon, um ativista de direitos humanos que mora na Coreia e visitou Kwon na instalação da guarda costeira onde o homem estava detido, disse em entrevista ao The Washington Post que ele percorreu mais de 300 quilômetros na embarcação particular da província chinesa de Shandong para chegar à Coreia do Sul, local onde vivem alguns de seus parentes.
Segundo a guarda costeira local, Kwon se preocupou em se preparar bem para a viagem: usava colete salva-vidas e capacete, além de carregar consigo um binóculo e uma bússola. Ele chegou a reabastecer o veículo no caminho e jogou os galões de combustível vazios no mar.
O ativista afirmou ainda que Kwon está buscando asilo político fora da China, de preferência nos Estados Unidos, Grã-Bretanha ou Canadá. “Kwon está bem de saúde e de bom humor”, mencionou ele.
Entenda mais sobre a situação de Kwon Pyong
Kwon foi preso na China em 2017, por 1 ano e 6 meses, depois de publicar discursos, imagens e vídeos nas redes sociais criticando o governo chinês. Ele chegou a usar uma camiseta que comparava o principal líder da China, Xi Jinping, a Hitler, fato que ficou registrado em foto.


De acordo com o Front Line Defenders, um grupo de defesa que acompanhou o caso de Kwon, o tribunal chinês disse que o homem insultou a “autoridade do estado e o sistema socialista”.
Mesmo após deixar a prisão, Kwon não pode deixar o país legalmente, uma vez que está sujeito a uma proibição de saída. Ele chegou a apresentar um pedido de asilo político em 2019, que foi cancelado por conta da proibição.
A China, aliás, utiliza cada vez mais das proibições de saída para manter os críticos do regime no país, local onde podem ser mais facilmente vigiados e silenciados.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia
Embarcação tem previsão de chegada a Salvador na segunda quinzena de maio. Ponte de 12,4 km de extensão é tida como a maior sobre lâmina d’água da América Latina
Embarcação de 464 pés atravessou rota bloqueada pelo Irã mesmo não sendo um navio cargueiro. Veja mais detalhes do barco!
Novo projeto pretende avaliar se a carne do animal é boa para consumo e envolver os pescadores no monitoramento dessa espécie
Embarcação da Captain Paul Watson Foundation esteve envolvida em ações diretas para interromper a pesca industrial de krill. Visitas são gratuitas




