Metalu foi responsável por estruturas flutuantes do Rio Boat Show 2024

Marca é especialista no desenvolvimento, fabricação e instalação de soluções em alumínio para píeres e passarelas há mais de 45 anos

08/05/2024
Foto: Victor Santos / Revista Náutica

O grande charme do Rio Boat Show mora no fato de grande parte das embarcações ficarem em seu habitat natural: as águas. Porém, muitos nem sequer notam que, ao entrar no estande de uma das marcas atracadas na Baía de Guanabara, estão, também, flutuando. Tudo isso graças às estruturas Metalu, que, desde 2016, encara o desafio de construir os famosos “estandes flutuantes” para o salão carioca.

Píeres, passarelas, uma ponte móvel e, claro, os estandes nas águas são obras da marca que, há mais de 45 anos, é especialista no desenvolvimento, fabricação e instalação das soluções em alumínio que dão um motivo a mais para o Rio Boat Show ser considerado o salão náutico mais charmoso da América Latina.

Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

Essa história com o salão carioca começou ainda em 2016, quando a marca construiu 1.500 m² de píeres em São Paulo, posteriormente transportados de caminhão até o Rio. Já na Cidade Maravilhosa, um trabalho em conjunto de guindastes e engenheiros uniu as plataformas flutuantes como se fossem uma só, para que os grandiosos estandes pudessem ser elaborados nas águas da baía, como acontece até os dias atuais.

Estruturas flutuantes Metalu no Rio Boat Show 2016. Foto: Arquivo Revista Náutica

O trabalho ficou tão bom que, até hoje, muitos nem sequer percebem que estão, literalmente, sobre as águas ao adentrar em um dos estandes dos estaleiros que expõem no evento. Isso porque as estruturas são pensadas com ênfase na segurança e integração estética ao ambiente, e suportam mais de 1.000 kg por m².

Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

Já quem não passa batido é a famosa passarela móvel do Rio Boat Show — também sobre as águas. Movida com a ajuda de um motor, a estrutura libera, quando aberta, a passagem dos barcos que saem para navegar nos test-drives. E, quando fechada, permite aos visitantes percorrer o trajeto completo do evento.

Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

Enquanto as estruturas faziam sucesso nas águas da Baía de Guanabara durante o Rio Boat Show 2024, um estande da Metalu recebeu os visitantes do salão no pavilhão da Marina da Glória. Quem passou por lá pôde conferir os produtos da marca com amostras dos perfis utilizados nas construções.

Foto: Erik Barros Pinto/ Revista Náutica

Além do Boat Show, outros grandes projetos Metalu em território nacional incluem os píeres nas Olimpíadas de 2016, as balsas de apoio em Ilhabela e o Mirante Flutuante do Parque Bruno Covas, além de participações na estrutura dos eventos São Paulo, Marina Itajaí e Foz Internacional Boat Show. Ainda em 2024, inclusive, a marca estreará suas estruturas nos novos Brasília Boat Show e Salvador Boat Show.


Rio Boat Show 2024

O evento náutico mais charmoso do Brasil atracou nas águas da Baía de Guanabara, na Marina da Glória, recheado do que de melhor esse lifestyle pode oferecer. No Rio Boat Show 2024, o público conferiu os principais lançamentos e destaques do mercado, com barcos na água e test-drive de embarcações.

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Foto: Victor Santos/Revista Náutica

O repertório foi grande: lanchas, veleiros, iates, jets, motores, equipamentos, acessórios, decoração e serviços náuticos estiveram reunidos em um só lugar, ao lado de especialistas do setor, preparados para auxiliar todos os visitantes. Além disso, o Rio Boat Show exibiu destinos náuticos, artigos de luxo e quadriciclos.

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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