Permitido nadar: trabalhadores utilizam Rio Aare como meio de transporte na Suíça

Durante o verão, moradores trocam meios de transporte convencionais por um mergulho relaxante no fim do expediente

Por: Nicole Leslie -
09/06/2025
Na Suíça, Rio Aare tem placas que permitem nadar. Foto: Envato / DavePrimov

Na contramão das evoluções tecnológicas nos meios de transporte, o bem-estar e a qualidade de vida falam mais alto na Suíça. Lá, durante o verão, trabalhadores utilizam o Rio Aare como meio de transporte e voltam do trabalho para casa nadando.

O costume virou cultura entre os locais e proporciona uma forma fácil e relaxante de encerrar o dia. Para isso, os suíços embalam suas roupas e pertences em bolsas impermeáveis chamadas Wicklefisch — ou simplesmente “bolsas do Aare” –, que também funcionam como boias.

Foto: Envato / Image-Source

Com águas cristalinas e correnteza em sentido único, o Aare se transforma em um meio de transporte eficiente e prazeroso. Além de prático, o trajeto ajuda a relaxar e ainda oferece uma bela paisagem, com vegetação exuberante e arquitetura histórica ao fundo.

 

O Rio Aare passa pelas cidades de Berna, Soleura, Aarau e Olten, na Suíça, e também por Waldshut-Tiengen, na Alemanha.

 

 

O costume de usar o Aare como meio de transporte tem chamado atenção na internet e atraído turistas que também querem viver essa experiência. Na web, a dica é aproveitar o rio à tarde ou à noite, durante o verão, quando a água está mais aquecida do que pela manhã.


Rio como meio de transporte na Suíça: a água é limpa?

Segundo o Far Out Magazine, o Rio Aare nem sempre foi próprio para banho. A mudança começou em 1967, quando a população lançou uma iniciativa contra a poluição das águas, o que levou à criação de leis de tratamento de esgoto.

 

Hoje, a Suíça possui mais de 130 mil quilômetros de rede de esgoto e centenas de estações de tratamento. Com investimentos de 50 bilhões de francos suíços, o país se tornou referência mundial na qualidade da água em rios e córregos.

 

Mas os esforços continuam. O próximo desafio é combater os micropoluentes que ainda não são filtrados pelos sistemas atuais, como medicamentos, pesticidas e hormônios. A meta do governo suíço é eliminar essa preocupação até 2040.

 

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