Primeiro parque eólico flutuante ibérico conta com turbinas de 100 metros de altura


O primeiro parque eólico flutuante da Península Ibérica já é uma realidade. De cunho português, o WindFloat Atlantic já conta com duas das três turbinas eólicas instaladas, com uma capacidade de produção de 25 megawatts, o equivalente ao consumo de cerca de 60 mil casas por ano.
A instalação da primeira turbina deu-se em julho do ano passado, no porto exterior de Ferrol, em Espanha, seguindo depois rumo às águas ao largo de Viana do Castelo, o seu destino final, a cerca de 20 quilômetros da costa, onde as águas alcançam uma profundidade de 100 metros. Já a segunda plataforma saiu de Ferrol em dezembro passado. A primeira já foi conectada à rede, enquanto a segunda será conectada em breve. A terceira turbina está pronta para ser transportada para junto das duas primeiras, aguardando condições meteorológicas favoráveis.
Construídas em aço, cada torre eólica tem 100 metros de altura a contar da linha d’água, com pás de cerca de 80 metros cada. Estas estarão montadas em plataformas flutuantes – cada uma com 30 metros, o equivalente a um prédio de dez andares – amarradas ao leito marinho, com uma capacidade instalada total de 25 megawatts. A potência instalada em cada turbina é de 8.4 megawatts.
A altura total, desde o fundo da plataforma até à ponta de uma das pás, alinhada na vertical, é de 210 metros, o equivalente a mais de quatro campos de futebol.
LEIA TAMBÉM
>> Como funciona o rigoroso teste em piscina das lanchas Sessa Marine
>> 9 raças de cães que gostam de barcos. Qual combina com você?
>> Triton Yachts lança compra programada para barcos novos. Saiba como funciona
O projeto flutuante permite produzir energia limpa a partir do vento no mar, em localizações de mais de 60 metros de profundidade, minimizando o impacto no meio ambiente. As estruturas flutuantes podem ser desenvolvidas para águas muito profundas, aproveitando recursos energéticos nestas áreas de mar, principalmente tendo em conta a grande profundidade do mar português.
A criação destas plataformas flutuantes foi a grande inovação deste projeto, com base nas experiências da indústria de petróleo e gás, para assim suportar turbinas eólicas multi-megawatts em aplicações marítimas.
A plataforma flutuante é semi-submersível e está ancorada no fundo do mar. A estabilidade à fora da água acontece através do uso de placas de retenção de água na parte inferior dos três pilares, associada a um sistema estático e dinâmico de lastro.
O sistema WindFloat adapta-se a qualquer tipo de turbina eólica marítima. É construído inteiramente em terra, incluindo a instalação da turbina, evitando, deste modo, o uso dos escassos recursos marinhos.
Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Embarcação comparada a "foguete" pelo CEO do estaleiro chega com novo móvel lateral e boa distribuição de peso, que torna raro o uso dos flapes
Fundador da Viper, profissional teve trajetória marcada pela atuação no mercado de motores e embarcações
Assim como fez o navegador 42 anos atrás, Raphael Garcia partiu sozinho de Lüderitz, na Namíbia, e atracou em Salvador 136 dias depois
Superlotação no barco de 12 metros de comprimento chamou atenção da polícia; autoridades não conseguiram entrar em contato com o dono
Empresa levará todos os quatro modelos da linha Flyer que contam com recurso na lateral; evento acontece de 24 a 29 de setembro




