Aurora boreal pode ter provocado o naufrágio do Titanic, o maior e mais luxuoso navio até então criado

29/10/2020

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Todo mundo conhece a história do Titanic: no dia 15 de abril de 1912, o maior e mais luxuoso navio de passageiros até então criado chocou-se com um iceberg, que lhe rasgou o costado, e afundou, matando mais de 1.500 pessoas. Ainda hoje, porém, as causas do naufrágio seguem intrigando os pesquisadores. A mais nova tese aponta a influência da aurora boreal e uma chuva eletromagnética.

A hipótese está sendo levantada pela pesquisadora meteorologista ucraniana Mila Zinkova, radicada há décadas no Estados Unidos e casada com um brasileiro. Em um estudo publicado jornal Weather, da Royal Meteorological Society, a pesquisadora propõe que o que provocou o choque da embarcação icônica contra um iceberg foi uma impressionante Aurora Boreal, fenômeno óptico também conhecido como Northern Lights, que teria afetado o sistema de navegação do Titanic.

Sobreviventes do naufrágio do Titanic relataram ter visto luzes coloridas da aurora boreal durante a noite da tragédia.

As auroras se formam a partir de tempestades solares, quando o sol emite fluxos de gás eletrificado em alta velocidade que são lançados em direção à Terra e colidem com gases atmosféricos, produzindo um espetáculo capaz de iluminar a noite em tons de verde, vermelho, roxo e azul.

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Segundo os cientistas, essas partículas podem interferir nos sinais elétricos e magnéticos, causando picos e oscilações. “Talvez a aurora boreal tenha provocado falhas tanto na navegação como na comunicação do Titanic”, diz Mila. “Um pequeno desvio na bússola de apenas 0,5 grau já seria o suficiente para a alterar o curso e levar o navio para a zona de icebergs”, calcula a pesquisadora.

A interferência magnética também pode ter prejudicado os pedidos de socorro enviados pelo rádio do navio gigante, fazendo com que o resgate atrasasse, acredita Mila.

O vizinho La Provence não captou o sinal do Titanic, e as respostas do Templo do Monte nunca alcançaram o navio que afundava.

Ainda segundo a pesquisadora, as mesmas partículas solares que desnortearam o Titanic podem ter ajudado a salvar vidas, uma vez que também alteraram o curso do R.M.S. Carpathia, o navio que resgatou 706 sobreviventes do transatlântico que saiu de Southampton, na Inglaterra, em direção a Nova York, nos Estados Unidos, e há 108 anos repousa nas profundezas do Atlântico Norte.

Em resumo, o Titanic afundou em uma noite de mar calmo sem lua, mas o céu não estava completamente escuro. Em vez disso, raios esverdeados da aurora boreal brilhavam no horizonte norte naquela madrugada trágica.

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