Modelo de barco utilizado por Cleópatra há 2 mil anos foi encontrado na costa do Egito
Embarcação de 35 metros era considerada de luxo e exigia ao menos 20 remadores para navegar


Pela primeira vez, os destroços de um barco ao estilo do que Cleópatra usou para mostrar a Júlio César as maravilhas do Egito, ainda em 47 a.C, foram encontrados na costa da antiga cidade de Alexandria (Egito). O naufrágio dessa “barcaça de recreio”, como eram chamadas as embarcações luxuosas que atendiam à nobreza egípcia, está estimado em 2 mil anos.
Há 5 anos, Aleixo Belov cortava o mastro do histórico veleiro Três Marias para inaugurar o Museu do Mar
Entenda como munições da 2ª Guerra no fundo do mar são o lar de milhares de animais marinhos
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Os grandes responsáveis pelo achado do também conhecido como “thalamago” foram os escavadores do Instituto Europeu de Arqueologia Submerina (IEASM). Os destroços estavam no porto da ilha de Antirhodos, dentro do “Portus Magnus”, o grande porto de Alexandria, onde ficavam palácios e templos como os de Cleópatra e Marco Antônio.


O local do achado é bastante sugestivo, uma vez que esse tipo de barco, considerado de luxo, era amplamente utilizado pela corte real para excursões. Não à toa, especialistas apontam que a barca foi projetada para abrigar um pavilhão central e uma cabine decorada.
Com cerca de 35 metros de comprimento e 7 metros de largura, arqueólogos estimam que esse thalamago exigia ao menos 20 remadores para navegar. “É extremamente emocionante porque é a primeira vez que um barco desse tipo é descoberto no Egito”, disse Franck Goddio, da Universidade de Oxford, em entrevista ao The Guardian.
Esses barcos foram mencionados por diferentes autores antigos, como Estrabão [nos séculos 25-29 a.C.]. Mas [um barco de verdade] nunca havia sido descoberto antes– ressaltou Goddio
Como os destroços foram encontrados próximos às escavações do templo de Ísis, na ilha de Antirhodos, pesquisadores acreditam que a barca pode ter afundado durante a destruição do monumento, por volta de 50 d.C. A localização ainda sugere que a embarcação tinha função ritual, possivelmente ligada às cerimônias náuticas em homenagem à deusa Ísis.


Segundo Goddio, a barcaça poderia ter pertencido ao próprio santuário e participado do ritual Navigium, uma procissão em que a embarcação encontrava outra barca ricamente decorada, representando a deusa. Barcos desse tipo eram comuns no Egito ptolomaico, incluindo os luxuosos palácios flutuantes — como o célebre barco de Cleópatra VII, usado para impressionar Júlio César em 47 a.C.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Espaço sobre as águas da Baía de Guanabara reúne personalidades do setor durante o salão náutico, que segue até 19 de abril na Marina da Glória
Patrocinado pela Vibra, programação terá cinco bate-papos nesta segunda-feira (13). Confira a grade!
Pela primeira vez no evento, a lancha cabinada está atracada na Baía de Guanabara ao lado da Z260 e da Z380. Salão segue até o dia 19 de abril
Marca apresenta modelos nas águas e na área seca do evento, com direito a lanchas, jet elétrico e linha Adventure. V370 Crossover e V250 Sport se destacam entre novidades
Além da novidade, estaleiro paranaense apresenta sucessos de 44 e 38 pés da linha. Salão náutico se estende até 19 de abril, na Marina da Glória




