“Brasil pode ser protagonista”: Bruno Dantas, ministro do TCU, ressalta pioneirismo do JAQ H1 na COP30

Segundo o magistrado, barco-escola movido a hidrogênio pode colocar o país no centro da discussão de sustentabilidade

12/11/2025
Bruno Dantas, Cila Schulman, Rui Costa, Ernani Paciornik e Thiago Sugahara a bordo do JAQ H1 na COP30. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

Nos holofotes do mundo, o JAQ H1 segue atraindo autoridades de diversos setores do Brasil na COP30. O primeiro barco-escola do planeta movido 100% a hidrogênio recebeu a visita de Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), que elogiou a iniciativa ecológica da embarcação e reforçou a importância de um futuro sustentável.

Entusiasta do debate ambiental — sobretudo da crise do meio ambiente — , Dantas compareceu a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas para acompanhar o que está sendo feito em Belém (PA). O ministro esteve acompanhado do presidente Lula na abertura do evento e acompanhou os projetos expostos.

Bruno Dantas, ministro do TCU. Foto: Geovani Pantoja/ Revista Náutica

Achei formidável a ideia de trazer a COP para o Brasil, e mais especificamente para a Amazônia– destacou Dantas à NÁUTICA

Acompanhado da comitiva de Rui Costa, ministro da Casa Civil, o magistrado conheceu todos os detalhes do “laboratório flutuante”, que terá como missão colaborar em pesquisas científicas, promover a educação ambiental e o desenvolvimento comunitário nos biomas.

Rui Costa, ministro da Casa Civil, e Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União. Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

Lançado pelo Grupo Náutica, a embarcação de 36 metros está na COP30, por questões de logística, operando com baterias de lítio, tecnologia também de zero emissão de carbono e que mantém a proposta de navegação limpa e sustentável.

JAQ H1. Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

Para o ministro do TCU, o JAQ H1 representa uma “evolução muito grande” no quesito sustentabilidade em relação aos últimos anos e coloca o Brasil no epicentro global do combate à crise climática.

Acredito que o Brasil pode ser um protagonista nessa cena: da discussão de sustentabilidade– opinou

Foto: Jonhys Alves / Revista Náutica

Dantas pontua que, um país com as potencialidades do Brasil “não pode ficar alijado” desse debate. “Foi uma experiência riquíssima e volto para Brasília para compartilhar com meus colegas do TCU tudo que eu vi por aqui”, declarou o ministro.

Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, é o principal nome por trás do projeto do JAQ H1, que contou ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.

 

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