100% brasileiro: barco movido a hidrogênio verde estará na COP30

JAQ H1 é resultado de uma visão de cinco décadas de Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA

09/11/2025
JAQ H1 é tido como um dos anúncios mais aguardados da COP30. Foto: Divulgação

Como a navegação pode evoluir de forma responsável com as águas? Essa é a pergunta que um brasileiro se fez nos últimos tempos, e que culminou em um projeto inovador: o JAQ H1. Trata-se de um tipo de “barco-laboratório” movido a hidrogênio verde, que simboliza uma nova era de navegação limpa e responsável. A embarcação será apresenta diante dos olhos do mundo na COP30, no domingo (9).

O marco tecnológico a ser apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) é resultado de uma visão de cinco décadas de Ernani Paciornik, presidente do Grupo NÁUTICA, e chega como a primera etapa do Projeto JAQ Hidrogênio.

Ernani Paciornik. Foto: Divulgação

Paciornik tem uma carreira marcada por soluções voltadas ao desenvolvimento do mercado náutico brasileiro, como a criação da Revista Náutica (líder do setor no Brasil) e os consolidados Boat Shows, os maiores eventos do setor na América Latina, além de inúmeras campanhas ambientais voltadas às águas.

Com essa novidade, vamos de encontro ao desejo da presidência brasileira da COP30 em fortalecer a Agenda de Ações com atitudes concretas– destacou Paciornik

O JAQ H1, um projeto 100% brasileiro

O JAQ H1 é tido como um dos anúncios mais aguardados da COP30. A embarcação de pesquisas e explorações representa na prática a missão do Projeto JAQ Hidrogênio: criar barcos de grandes dimensões 100% movidos a hidrogênio.

Foto: Divulgação

Com 36 metros, o barco foi concebido como um avançado “laboratório flutuante”. Sua missão é atuar como uma plataforma de pesquisa e educação ambiental nos biomas brasileiros. No domingo, os olhos do mundo todo poderão ver o JAQ H1 com o sistema totalmente pronto para operar com hidrogênio verde,

 

Em razão da complexidade logística temporária, específica para o abastecimento de H2V em Belém no período da COP 30, a operação será 100% elétrica com baterias de lítio e “zero emissões”, mantendo o sistema H2V intacto e pronto para operação — suas operações internas (de iluminação a serviço de bordo) estarão em funcionamento com o hidrogênio.

O Brasil tem plenas condições para se destacar na área marítima, já que concentra, além de um potencial único pelas águas, e a riqueza de seus biomas, marcas e talentos para contribuir de fato com uma navegação mais limpa– ressaltou Paciornik

A apresentação na COP30 também revelará as próximas etapas do Projeto JAQ, que culminam com o desenvolvimento do JAQ H2, uma embarcação maior, de 50 metros, 100% autossuficiente.


O projeto “verde” reflete o compromisso histórico de Paciornik, que já na década de 1990 se uniu ao cartunista Ziraldo para criar a icônica campanha de conscientização “Só jogue na água o que o peixe pode comer”, além de ter participado da criação da SOS Mata Atlântica e ter incentivado outras campanhas voltadas à sustentabilidade. Ele, contudo, não está sozinho.

A apresentação do JAQ H1 em Belém e da continuidade das ações do projeto, representa um marco para o nosso país, graças à colaboração de um grupo de empresas visionárias e com alta capacidade para trazer inovação em tecnologia, arquitetura, performance e engenharia– pontuou Paciornik

O Projeto JAC é sustentado por um grupo de parceiros estratégicos, que vai da expertise em energia da Itaipu Parquetec e da força industrial da GWM (chinesa automotiva) à MAN, empresa alemã de motores, as quais mitigam os riscos que paralisaram outros projetos de hidrogênio verde globalmente.

 

Também se aliam ao consórcio marcas de renome em design como a Artefacto, Café Orfeu e a Heineken, que vem revolucionando a forma de fabricar produtos com a utilização de energia limpa.

 

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