Rui Costa prevê assinatura do projeto de lei do marco do hidrogênio “já na virada do ano”
Em visita ao JAQ H1, ministro destacou o projeto como símbolo da inovação verde e reforçou papel do Brasil como líder global em energia limpa


Os olhares do mundo estão voltados à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém, no Pará, até 21 de novembro. Por lá, um dos destaques é o JAQ H1, barco movido a hidrogênio verde, fruto de um projeto do Grupo NÁUTICA. O Ministro da Casa Civil, Rui Costa, visitou a embarcação e apontou a importância da iniciativa.
Grupo Náutica lança JAQ H1, barco movido a hidrogênio verde que será atração na COP30
“Hoje é um dia histórico”: Ministro do Turismo do Brasil acompanha inauguração do JAQ H1
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Em entrevista à NÁUTICA, o ministro destacou que a embarcação “promete revolucionar e contribuir muito com a transição energética” no país, uma vez que o Brasil detém, em suas palavras, “muitos rios e uma costa extraordinária”. “É um combustível que veio para ficar”, apontou.


O país está na rota do desenvolvimento tecnológico. O desafio é ganhar escala, reduzir custos e ampliar o uso não apenas em embarcações de serviço, mas também em barcos voltados ao consumidor e à população– detalhou
Além de sustentável, o JAQ H1 deve atuar como um laboratório flutuante para pesquisa científica, educação ambiental e desenvolvimento comunitário nos biomas.


Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica, é o principal nome por trás do projeto, que contou ainda com a expertise científica da Itaipu Parquetec, a potência industrial da GWM, a relevância de ações sustentáveis e de consumo da Heineken e do Café Orfeu, a excelência em design brasileiro da Artefacto e a engenharia da MAN para dar forma ao JAQ.


Nesse sentido, Rui Costa destacou que empreendedores e pessoas com iniciativas inovadoras são fundamentais. “São eles que impulsionam as mudanças, e o Ernani tem contribuído muito para isso”, disse
À medida que experiências como essa se consolidam e ganham visibilidade, elas ajudam a impulsionar o desenvolvimento e espalhar essa tecnologia pelo Brasil– ressaltou
A Agenda das Nações, que estabelece 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas a serem alcançadas até 2030, também foi tema da entrevista.
Questionado sobre o projeto de lei do marco do hidrogênio — que deve regulamentar as leis do hidrogênio no Brasil —, Rui Costa destacou a intenção de assinar o decreto “já na virada do ano”.
Estamos avançando rapidamente para que, já na virada do ano, possamos começar a colher frutos — como este projeto e outros que estão em andamento– declarou
Segundo ele, dentro do programa de transição energética, o desenvolvimento de várias matrizes tem sido apoiado, como o hidrogênio, o etanol e o biometano. A ideia, conforme detalhou, é que o Brasil possa usar essas tecnologias aproveitando suas plataformas já existentes.


“Com o ganho de escala, será possível reduzir custos e adaptar o uso a diferentes finalidades. O hidrogênio verde, por exemplo, pode ser aplicado em embarcações, no transporte de cargas, no transporte de passageiros e até em ônibus. O biometano também tem um grande potencial de produção no Brasil. Essas tecnologias competem entre si, mas também compartilham avanços e desenvolvimento”, detalhou.
Atualmente, estamos focados no hidrogênio verde e na geração de energia limpa. O Brasil já ocupa uma posição de liderança mundial. Eu diria que é o país cuja energia consumida é uma das mais limpas do planeta– concluiu Rui Costa
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