Confira cinco dúvidas sobre carretas náuticas que você precisa saber


Segundo levantamentos recentes, o Brasil possui cerca de 1 500 fabricantes de carretas para barcos. Mas, de acordo com o dono de uma das mais tradicionais empresas do gênero, Odne Bambozzi, da marca que leva o seu nome, com 30 anos no mercado, não mais do que um terço deles poderiam ser considerados fabricantes de fato. Os demais, segundo ele, “não têm nenhuma responsabilidade ou conhecimento técnico, e usam peças de ferro-velho para montar suas carretas” — que, por isso mesmo, custam bem menos, pois não têm certificação de construção. “E o pior é que muitos vendedores induzem os clientes a comprarem as mais baratas”, afirma Odne, nesta rápida conversa.
As carretas para barcos são todas iguais?
Não! Há muitas empresas que usam ferro-velho para montar “carretas”. Na hora de comprar uma carreta, a primeira providência é não embarcar nas conversas dos vendedores, que sempre tentam empurrar as mais baratas, para não perder o negócio. Isso é um erro. Não que economizar seja ruim. Mas convém desconfiar do que custa bem menos, porque, infelizmente, no mundo das carretas, o uso de peças usadas (e até condenadas!) é bem frequente.
Como saber se a carreta usa peças velhas?
Desconfie, por exemplo, se o cubo de roda tiver panelas de freio, porque isso pode denunciar que ele veio de um carro usado. E pneus recapeados são ainda comuns, mesmo nas carretas novas. Já, se a carreta for usada em água salgada, ela não pode ser pintada. O certo, neste caso, é ser galvanizada. Um bom jeito de não ser ludibriado é entrar numa rede social de pescadores e perguntar a opinião deles. Eles, sim, são confiáveis, porque usam bastante as carretas que têm.
O que checar na manutenção da carreta?
Os rolamentos de roda, sem dúvida. Se a carreta for nova é fundamental examinar os rolamentos após os primeiros 500 quilômetros ou seis meses de uso, para fazer ajustes. Ao contrário do que acontece nos automóveis, nas carretas os rolamentos sofrem muito, porque entram diretamente em contato com a água. Por conta deste problema, criamos recentemente um tipo de rolamento (lubrificado a óleo e não mais com graxa) totalmente blindado (ou seja, à prova d’água), que terá cerca de 60% a mais de vida útil em relação aos rolamentos convencionais.
Os rolamentos à base de graxa costumam dar problemas?
Se a carreta não for usada corretamente, sim. O primeiro cuidado que se deve ter é quando, depois de rodarem quilômetros e ficarem bem quentes, os rolamentos não devem ser mergulhados na água. Isso causa uma contração interna no cubo, o que pode sugar a água para os rolamentos. Outro problema é que quando, depois de molhados, não rodar o suficiente para esquentar e evaporar a água que ficou dentro do rolamento. Ou seja, quanto menos usar a carreta, pior e mais manutenção ela exigirá. Quem só usa uma carreta três ou quatro vezes por ano é um sério candidato a ter problemas frequentes de rolamento.
A carreta deve ter freio próprio?
Os freios deveriam ser obrigatórios em todas as carretas capazes de levar barcos acima dos 17 pés. Até as carretas para jets acima de 350 quilos deveriam ter freios. É segurança. E segurança não tem preço!
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