Conheça a casa-barco centenária que nunca navegou e tornou-se atração nos EUA

13/08/2026

Cansado de ver todas as casas parecidas uma com as outras, o gerente distrital de Milwaukee Tank Works (produtora de tanques), no século passado, resolveu pensar diferente: por que não fazer um lar em formato de uma embarcação? Com a resposta na ponta da língua, nascia assim a autêntica casa-barco Edmung Gustorf, que tem o mesmo nome de seu dono.

O imóvel centenário se inspira em uma lancha de 21 metros (68 pés) de comprimento e possui dois quartos. Construído entre 1926 e 1928, a área tem um lote de 809 m², fica de frente para o rio Milwaukee, no estado de Wisconsin, e ostenta uma réplica de farol adjacente que enfrenta reformas a fim de evitar a queda e revitalizar a atração.

Foto: CBS 58/ YouTube/ Reprodução

Em 2022, a Comissão de Preservação Histórica aprovou a proposta para demolir o antigo farol e construir um novo, mantendo dimensões, materiais e aparência semelhantes ao original. Três anos depois, a sinalização já estava sendo construída.

 

Desde o princípio, a casa foi projetada para se parecer com um barco a motor, com direito a 20 vigias, revestimento de alumínio no casco e painéis de madeira na “cabine” interna na proa.

Foto: CBS 58/ YouTube/ Reprodução

O interior da casa ainda conta com uma sala de estar e cozinha no casco e uma sala de jantar na popa — isso sem contar as decorações náuticas, como miniaturas de caravelas e um timão. Claro, tudo temático, pois o barco nunca navegou.

Foto: Nola Hitchcock Cross/ Reprodução
Interiores da casa-barco. Foto: CBS 58/ YouTube/ Reprodução
Foto: Google Maps/ Reprodução

Na época, um estaleiro na cidade de Green Bay forneceu os materiais para a casa-barco em Milwaukee. Quando terminado, o novo lar foi batizado de “Landlubber” (Marinheiro de Água Doce, em tradução para o português).

E, por mais que a ideia inicial fosse ter uma residência diferente das outras, era inevitável que ela virasse uma atração turística.

É como viver num pedaço da Disneylândia que se desprendeu e saiu flutuando– disse Paul Finger, antigo morador, ao portal Wuwm Milwaukee’s

A história continua

Gustorf, seu idealizador e primeiro dono, faleceu em 1940 e, após sua morte, a casa-barco de Milwaukee foi vendida para diversos proprietários antes de ser comprada por seus próximos inquilinos de longa data: Sr. e Sra. Samuel Burns, em 1950. O casal só viria a vender a casa em 1985.

Um homem à frente da casa-barco Edmund B. Gustorf,, em 1964. Ele pode ser Samuel Burns, o antigo proprietário da residência, mas não há confirmação oficial. Foto: Milwaukee Public Library/ Divulgação

O novo comprador foi William Korstch, que restaurou a casa e preservou os pisos e painéis originais, eliminando a deterioração do ambiente. No entanto, o barco não flutuante era insuficiente para comportar toda a família de Korstch. Pensando nisso, ele morou na casa ao lado e alugou a casa-barco para vários inquilinos.

Foto: CBS 58/ YouTube/ Reprodução

Vem então o salto no tempo. Em 2017, então com 90 anos, Korstch vendeu a casa pouco antes de falecer. Os novos hóspedes eram, na verdade, seus pacientes dentários: Nola Hitchcock Cross e seu marido, Steve — inclusive, o casal morava na mesma rua da casa.

No fim das contas, você sente que o barco faz parte de você, faz parte da vizinhança. Ele é parte de nós, nós somos ele. E você simplesmente não quer que ninguém o estrague – disse Nola ao Wuwm Milwaukee’s

Durante um tempo, a casa tinha virado um Airbnb (plataforma digital de locação), mas atualmente está fora do serviço. Segundo o site imobiliário Zillow , o imóvel tem um valor estimado em US$ 311.900 (aproximadamente R$ 1,6 milhão em conversão realizada em agosto de 2026).

 

No entanto, a residência aparece como “fora do mercado” e a última venda segue sendo a de 2018 para o casal Nola e Steve, por US$ 190 mil (cerca de R$ 972 mil).

 

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