Em cima de jet, homem percorre 320 quilômetros para fugir da China rumo à Coreia do Sul
Kwon Pyong é coreano e já foi preso na China por “incitação à subversão do poder estatal”


O coreano Kwon Pyong tinha um jet, 200 litros de combustível e um sonho: fugir da China. Ele só não esperava que, após percorrer mais de 300 quilômetros, encalharia nas zonas úmidas de Incheon (Coreia do Sul) e fosse detido por cruzar a fronteira ilegalmente.
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Considerado um dissidente político que já foi preso na China por “incitação à subversão do poder estatal”, Kwon Pyong, um coreano de 35 anos — cujo nome em mandarim é Quan Ping — , tentou deixar a China utilizando uma moto aquática vermelha. Na embarcação, ele chegou a cruzar o Mar Amarelo, chegando à cidade portuária de Incheon.


Lee Daeseon, um ativista de direitos humanos que mora na Coreia e visitou Kwon na instalação da guarda costeira onde o homem estava detido, disse em entrevista ao The Washington Post que ele percorreu mais de 300 quilômetros na embarcação particular da província chinesa de Shandong para chegar à Coreia do Sul, local onde vivem alguns de seus parentes.
Segundo a guarda costeira local, Kwon se preocupou em se preparar bem para a viagem: usava colete salva-vidas e capacete, além de carregar consigo um binóculo e uma bússola. Ele chegou a reabastecer o veículo no caminho e jogou os galões de combustível vazios no mar.
O ativista afirmou ainda que Kwon está buscando asilo político fora da China, de preferência nos Estados Unidos, Grã-Bretanha ou Canadá. “Kwon está bem de saúde e de bom humor”, mencionou ele.
Entenda mais sobre a situação de Kwon Pyong
Kwon foi preso na China em 2017, por 1 ano e 6 meses, depois de publicar discursos, imagens e vídeos nas redes sociais criticando o governo chinês. Ele chegou a usar uma camiseta que comparava o principal líder da China, Xi Jinping, a Hitler, fato que ficou registrado em foto.


De acordo com o Front Line Defenders, um grupo de defesa que acompanhou o caso de Kwon, o tribunal chinês disse que o homem insultou a “autoridade do estado e o sistema socialista”.
Mesmo após deixar a prisão, Kwon não pode deixar o país legalmente, uma vez que está sujeito a uma proibição de saída. Ele chegou a apresentar um pedido de asilo político em 2019, que foi cancelado por conta da proibição.
A China, aliás, utiliza cada vez mais das proibições de saída para manter os críticos do regime no país, local onde podem ser mais facilmente vigiados e silenciados.
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