Conheça o veleiro que pertence à James Bond no quinto filme da franquia 007: No Time to Die

Por: Redação -
22/09/2021

O Spirit 46, de pouco mais de 14 metros, acaba de fazer uma aparição inédita: o veleiro integrou acervo de ninguém mais, ninguém menos que James Bond, personagem da franquia de filmes 007.

A embarcação é da Spirit Yachts, conhecida como uma marca de iates clássicos modernos. Inclusive, o estaleiro já teve outro barco (o Spirit 54) ilustrando o primeiro filme de James Bond, batizado de “Casino Royale”.

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Crédito: SEM TEMPO PARA MORRER © 2021 Danjaq, LLC e Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc. Todos os direitos reservados.

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No longa mais recente, o “No Time to Die”, a embarcação é vista navegando no Caribe, onde o protagonista aparece desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica depois de abandonar o serviço ativo.

Dentre as características da nova lancha, o perfil subaquático elegante da Spirit 46 foi uma das mais citadas pelos apreciadores náuticos. Ela é vendida como um modelo ideal para corridas em ritmo acelerado ou cruzeiros de apenas um dia pela costa.

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Crédito: SEM TEMPO PARA MORRER © 2021 Danjaq, LLC e Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc. Todos os direitos reservados.

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Vale citar, também, que todos os controles conduzem para a popa, na cabine do piloto — inovação que procura facilitar a navegação com poucos passageiros já que o torna leve e fácil de manusear, de acordo com o estaleiro. Eles também contaram que, com a propulsão instalada, a velocidade máxima prometida é de 18 nós.

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Quanto aos convidados, o número máximo de hóspedes permitidos é de 8 pessoas, divididas em dois espaços: um deles é o camarote mais à proa, que conta com uma beliche. O outro é no próprio salão, onde os encostos podem se dobrar para fornecer duas camas de sofá largas.

O CEO e chefe de design da Spirit Yachts, Sean McMillan, comentou: “Os filmes de James Bond são um pilar da cultura britânica e estamos honrados em continuar nossa parceria com uma marca tão icônica”.

O CEO continua, e comenta que todas as embarcações da Spirit foram inspiradas nas clássicas e elegantes embarcações à vela da década de 1930. E mais: todas elas são projetas e construídas sob encomenda.

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Crédito: SEM TEMPO PARA MORRER © 2021 Danjaq, LLC e Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc. Todos os direitos reservados.

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“O Spirit 46 é um dos designs originais da Spirit Yachts e é um exemplo do nível de habilidade e atenção aos detalhes que é aplicado em cada barco dessa série. Acho que o barco se adapta muito bem ao personagem de Bond por causa da combinação de beleza e praticidade”, acrescentou o designer.

O quinto filme da franquia com o ator Daniel Craig será lançado nos cinemas no final de setembro, no Reino Unido. Nos outros países, a expectativa é de que o lançamento aconteça até o dia 8 de outubro de 2021.

Confira mais detalhes no vídeo abaixo:

Por Naíza Ximenes, sob supervisão a jornalista Maristella Pereira.

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    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

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    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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