Empresa neozelandesa apresenta propulsão híbrida a jato d’água e elétrica

Por: Redação -
29/06/2020

Um novo sistema de propulsão a jato de água híbrido elétrico está sendo lançado pela neozelandesa HamiltonJet, que inventou o barco a jato em 1954, quase 70 anos atrás. A empresa, agora, fabrica jatos d’água para praticamente todos os tipos de barcos e finalidades possíveis: recreação, aquicultura, incêndio, busca e salvamento, militares, balsas, etc.

Ben Reed, CEO da HamiltonJet, diz que a empresa vem colaborando em um grande número de projetos híbridos elétricos em todo o mundo, tornando-se integradora especializada em tecnologias elétricas híbridas e levando ao design deste produto, conhecido como EHX.

“Quando se trata de soluções elétricas híbridas, sabemos que um tamanho definitivamente não serve para todos”, diz Reed. “É por isso que criamos um sistema escalável para projetos de embarcações individuais. Motores, capacidade da bateria e componentes são todos selecionados especificamente com base nas necessidades personalizadas. Isso significa que podemos garantir o melhor resultado pelo menor custo”.

LEIA TAMBÉM
>> Teste Intermarine 62: navegamos em uma das lanchas mais desejadas do Brasil
>> 11 barcos-conceito fantásticos que podem ir para as águas nos próximos anos
>> Navegador argentino cruza o Atlântico para ver seus pais em meio à pandemia

Recentemente, eles adquiriram um catamarã de alumínio de 15 metros, que está sendo reformado com os novos jatos de água EHX, para teste. O barco, White Morph, foi projetado e construído por outras empresas da Nova Zelândia, Teknicraft e Q-West.

O barco de recreio foi originalmente equipado com dois motores a diesel Yanmar de 720 hp, juntamente com os jatos da série HJ da HamlitonJet. A reforma será feita pela Q-West, instalando os jatos mais recentes, um sistema de acionamento elétrico da Danfoss (além dos Yanmar) e baterias de íon de lítio Corvus Dolphin.

O sistema de jato de água híbrido elétrico EHX controla tudo – baterias, máquinas elétricas e motores a diesel. Os testes e o desenvolvimento do barco se concentrarão em como o barco funciona em quatro modos: totalmente elétrico, diesel, geração de diesel e aumento de diesel, o que aumenta a velocidade máxima combinando a máquina elétrica com o diesel.

Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Mini Transat volta a Salvador após 15 anos e deve movimentar R$ 20 milhões na capital baiana

    Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia

    Ponte Salvador-Itaparica: navio chinês com 800 toneladas de peças está a caminho do Brasil para obras

    Embarcação tem previsão de chegada a Salvador na segunda quinzena de maio. Ponte de 12,4 km de extensão é tida como a maior sobre lâmina d’água da América Latina

    Conheça o megaiate ligado a bilionário russo que cruzou o Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio

    Embarcação de 464 pés atravessou rota bloqueada pelo Irã mesmo não sendo um navio cargueiro. Veja mais detalhes do barco!

    De ameaça a oportunidade: peixe-sapo invasor pode virar fonte de renda no litoral do Paraná

    Novo projeto pretende avaliar se a carne do animal é boa para consumo e envolver os pescadores no monitoramento dessa espécie

    Da Antártica ao Brasil: navio Bandero, da operação internacional Krill Wars, pode ser visitado em Ilhabela

    Embarcação da Captain Paul Watson Foundation esteve envolvida em ações diretas para interromper a pesca industrial de krill. Visitas são gratuitas