Lagunar Marítima: novo transporte aquaviário do Rio promete 8 linhas e tarifa de R$ 4,70
Segundo a prefeitura, o novo sistema deve transportar 85 mil pessoas por dia pelo Complexo Lagunar de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio


A prefeitura do Rio anunciou, na última quinta-feira (2), um novo sistema de transporte público aquaviário para a cidade, batizado de Lagunar Marítima. O projeto prevê cinco terminais, seis estações e oito linhas integradas ao transporte municipal — inclusive com a mesma tarifa, de R$ 4,70 — no Complexo Lagunar da Zona Sudoeste do Rio, que abrange a Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes.
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O trabalhador de Rio das Pedras, Gardênia, Muzema, das comunidades da região e que trabalha nos condomínios e shoppings terá um transporte mais rápido e com conforto– destacou o prefeito do Rio, Eduardo Paes
A iniciativa será viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), sob responsabilidade da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar). O Consórcio Lagunar Marítimo venceu a licitação para a concessão do serviço, com contrato de 25 anos e investimento mínimo de R$ 101,6 milhões. Ao todo, serão oito linhas obrigatórias:
- Expressa Rio das Pedras x Linha Amarela;
- Expressa Rio das Pedras x Jardim Oceânico;
- Expressa Rio das Pedras x Barra Shopping;
- Expressa Muzema x Jardim Oceânico;
- Linha Amarela x Muzema x Metrô;
- Expressa Bosque Marapendi x Jardim Oceânico;
- Circular Lagoa de Jacarepaguá;
- Expressa Gardênia x Jardim Oceânico.
O novo sistema deve transportar 85 mil pessoas por dia, de modo a ainda melhorar o tráfego nas principais vias da região, como as avenidas das Américas e Ayrton Senna.


Quando o Lagunar Marítima vai entrar em operação?
De acordo com a prefeitura do Rio, a expectativa é que as obras do Lagunar Marítima tenham início no primeiro semestre de 2027.
O Consórcio Lagunar Marítimo assinou o contrato do projeto em 17 de agosto, tendo até 30 dias para apresentar o cronograma de trabalho, bem como até 36 meses para construir cinco terminais obrigatórios: Gardênia Azul, Jardim Oceânico/Metrô, Linha Amarela, Muzema e Rio das Pedras.
No mesmo período, são esperadas ainda seis estações/píeres: Arroio Pavuna, Barra Shopping, Bosque Marapendi, Parque Olímpico, Salvador Allende e Vila Militar.
A concessionária de água e esgoto da região de influência do programa, Iguá Saneamento, tem por obrigatoriedade contratual investir R$ 250 milhões em desassoreamento e despoluição do complexo até agosto de 2026. O projeto de dragagem, por sua vez, já foi licenciado pelo Inea, órgão ambiental do Governo do Estado, e aprovado em agosto de 2023.
Esse é um passo importante da prefeitura, completando as possibilidades de mobilidade na região– disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima
As embarcações
Os barcos que passarão a operar nas águas do Complexo Lagunar da Zona Sudoeste do Rio precisarão seguir especificações definidas pela prefeitura. Entre elas, estão:
- Embarcações com capacidade de 42 a 120 passageiros;
- Frota com identificação visual externa da linha;
- Especificações de manutenção da Autoridade Marítima;
- Sistema de alarme, combate a incêndio e de navegação por instrumentos;
- Cabine de passageiros protegida de chuva e vento;
- Assentos novos e estofados;
- Saídas de emergência sinalizadas;
- Iluminação para navegação noturna e acessibilidade;
- Fabricação há, no máximo, cinco anos;
- Consórcio com frota reserva equivalente a 10% da frota operante.
Vale destacar que, segundo a Prefeitura do Rio, a iniciativa vai “funcionar paralelamente à atividade já realizada há décadas por barqueiros da região”. Isso porque o edital prevê a continuidade dos barcos, que não irão atuar nas rotas do transporte público municipal, nem concorrer com o aquaviário em valor de passagem.
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