Mais veloz


A primeira coisa que passa pela cabeça quando se quer melhorar o desempenho de uma lancha é colocar um motor mais potente. É claro que ajuda. Mas, além de custar caro, essa mudança pode não resolver totalmente o problema. Por isso, antes de decidir pela simples troca de motorização, vale a pena considerar alternativas mais simples e principalmente bem mais baratas, que podem fazer sua lancha deslanchar. Para ajudá-lo nessa tarefa, montamos uma lista com sete opções. Confira.
Sete alternativas para navegar mais rápido
1 – Cracas e limo
Se houver, limpe tudo (casco, eixo, leme etc) completamente. Esses parasitas da água criam arrasto, “freando” o barco o tempo todo. Numa lancha de médio porte, com propulsão de eixo e pé-de-galinha, essas incrustações no casco reduzem a velocidade em, pelo menos, 20%. E, às vezes, até impedem o planeio.
2 – Hélice danificado
Hélices danificados, por menor que seja o dano, forçam o sistema de propulsão, geram vibração e roubam velocidade. Se eles sofrerem qualquer deformação, mande repará-los e balanceá-los. Se o caso for mais grave, troque por novos.
3 – Passo desajustado
Hélices fora do passo prejudicam a performance e podem até danificar o motor. Se a rotação não atingir a máxima prevista, é sinal de que o passo está muito longo. Se, ao contrário, passar da máxima, é porque ele está curto. Nos motores de popa, a rotação varia cerca de 200 rpm para cada polegada no passo.
4 – Eixo desalinhado
Barcos com propulsão tipo eixo e pé-de-galinha precisam ter o eixo muito bem alinhado com o motor, para reduzir ao máximo a vibração, pois ela provoca perda de potência, além de tornar a navegação bem desconfortável.
5 – Peso exagerado
Quanto mais leve, mais rápido um barco será. Então, retire os supérfluos. Além disso, se a lancha for pequena, o peso mal distribuído (leia-se passageiros concentrados), a deixará desequilibrada e lenta. Concentre o peso no centro do barco, um pouco atrás da meia-nau.
6 – Tanque cheio
Combustível e água pesam um bocado. Por isso, carregue o necessário para o passeio, acrescido de uma reserva de cerca de um terço, como medida de segurança. Quem navega sempre com o tanque cheio ganha tranquilidade mas perde velocidade.
7 – Sem caturro
Dependendo da lancha, um hidrofólio (peça de plástico reforçado em forma de asa, fixada à placa antiventilação do motor de popa ou de centro-rabeta) diminui a “cavalgada”, melhorando o desempenho em velocidades intermediárias.
Foto: Arquivo NÁUTICA
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