Mitológica, histórica e geográfica: conheça a origem dos nomes dos oceanos

27/07/2024

A grandiosidade dos oceanos se reflete também na origem de seus nomes, que remontam a períodos mitológicos, históricos e geográficos, atribuindo a essas vastas imensidões azuis um repertório ainda mais fascinante.

Mesmo com profundezas ainda misteriosas, os oceanos revelam quase que diariamente surpresas que instigam ainda mais a curiosidade sobre o que mais pode existir debaixo de suas águas. Enquanto a ciência cuida dessa parte, por aqui vamos entender um pouco mais sobre a origem dos nomes dos oceanos.

Oceano Atlântico

O Oceano Atlântico carrega consigo um batismo mitológico, baseado na mitologia grega. Tudo começou quando o titã Atlas se envolveu em uma luta contra os deuses do Olimpo (Zeus, Hera, Poseidon, Atena, Ares, Deméter, Apolo, Ártemis, Hefesto, Afrodite, Hermes e Dioniso).

Como punição, o titã foi condenado por Zeus a carregar o céu nas costas, até que Hércules, filho do próprio Zeus, deu novos rumos a esse cenário. A versão de Atlas conta que Hércules construiu a ele dois pilares para sustentar os céus, tirando o titã de sua punição.

 

Livre, Atlas começou a reinar do lado oeste do Mediterrâneo, um lugar banhado pelo oceano que ficou conhecido, então, como Oceano Atlântico.

Oceano Pacífico

Já com toques da história da humanidade, o Oceano Pacífico foi batizado pelo explorador português Fernão de Magalhães (responsável por liderar a primeira viagem de circum-navegação ao globo, de 1519 até 1522, ao serviço da Coroa de Castela, na Expedição de Magalhães) ainda no início do século 16.

Em busca de uma rota para a chamada “ilha das especiarias” a serviço da Coroa Espanhola, Fernão passou por momentos desafiadores — e aterrorizantes — ao navegar pelo Estreito de Magalhães. A passagem navegável de 600 km de extensão é tida como a mais importante entre os oceanos Pacífico e Atlântico e reserva duras condições de mar aos navegadores.

 

Depois de superar o estreito, a expedição de Fernão chegou a um novo e enorme oceano com águas muito calmas. Inspirado por tamanha calmaria, o oceano foi, então, batizado por ele de “Mar Pacífico”. Com o tempo, perceberam que, apesar de mais calmo que o Estreito de Magalhães, o Pacífico não era tão calmo assim — mas o nome segue até os dias atuais.


Oceano Índico, Ártico e Antártico

Os nomes Índico, Ártico e Antártico, por sua vez, reservam origens geográficas. Índico, por exemplo, vem do subcontinente indiano, ao qual está adjacente. As rotas comerciais e a importância histórica da Índia contribuíram para essa denominação.

Já o Ártico vem a palavra grega “Arktikos”, que significa “perto do urso” ou “do urso” — uma referência à constelação da Ursa Maior, visível no hemisfério norte, onde o oceano está localizado.

 

Por fim, o Oceano Antártico traz uma origem que deriva da palavra “Antártica”, que significa “oposto ao Ártico” (do grego “anti”, que significa “oposto”, e “arktikos”, que se refere à região do Ártico).

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Mil viagens movidas pelo sol: barco 100% elétrico solar revoluciona a navegação em Ilha Grande

    Idealizadores da embarcação pioneira em Angra dos Reis (RJ) revelam à Revista Náutica detalhes do processo de transformar barco a diesel em um totalmente movido a energia limpa

    Com o T36, Tank Boats estreia no mercado náutico durante o São Paulo Boat Show 2026

    Novo estaleiro firmou parceria com empresa sueca que testa e valida projetos navais. Primeira embarcação fabricada estará no evento

    Nova NX62 by Pininfarina será lançada no São Paulo Boat Show 2026

    Modelo de 60 pés promete recursos inéditos na categoria, inspirados em embarcações acima de 70 pés. Evento ocorre de 24 a 29 de setembro, no São Paulo Expo

    Coral 26 com nova configuração será destaque do estaleiro no São Paulo Boat Show 2026

    Estaleiro apresentará 26 pés com o sistema de controle por joystick Helm Master EX, da Yamaha, e motor de popa com potência de 200 hp; evento vai de 24 a 29 de setembro

    1.153 milhas: a travessia que apresentou a Victory Yachts ao Caribe

    Gui Guimarães conta como foi levar uma Victory 398 de Fort Lauderdale a Sint Maarten com um bladder tank cheio de gasolina em pleno Atlântico