Mini Transat volta a Salvador após 15 anos e deve movimentar R$ 20 milhões na capital baiana

Esperada para 2027, competição que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo Atlântico teve lançamento oficial nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia

29/04/2026
Foto: LA Pornichet Select 2022 - JB d'Enquin / Divulgação

A Mini Transat, uma renomada regata transatlântica em solitário, voltará às águas de Salvador após 15 anos de hiato. A competição, que parte da França rumo a uma jornada em solitário pelo oceano Atlântico, sem comunicação externa, terá a capital baiana como destino na edição de 2027.

O lançamento oficial aconteceu nesta terça-feira (28), no Yacht Clube da Bahia, onde se reuniram representantes do trade náutico, autoridades públicas e a imprensa local. Por lá, a novidade foi tida como uma forma de fortalecer a presença de Salvador no cenário internacional da vela oceânica.

Foto: Dávila Kess / Divulgação

Criada na França e realizada a cada dois anos, a Mini Transat conecta a Europa à América do Sul em uma travessia desafiadora em barcos de 6,5 metros (Classe Mini 6.50), que partem de La Rochelle com escala nas Ilhas Canárias.

Mateus Tavares, diretor de vela do Yacht Clube da Bahia; Ricardo Dantas, comodoro do Yacht Clube da Bahia; Antônio Matias, comodoro do Saveiro Clube da Bahia; e Luís Eduardo Pato, gerente geral de esporte do Yatch Clube da Bahia. Foto: Dávila Kess / Divulgação

Espera-se que a competição reúna cerca de 90 velejadores, além de mais de 400 estrangeiros entre equipes, familiares e imprensa, que devem permanecer na cidade por até um mês. Dessa forma, o evento simboliza, também, o início de um novo ciclo para a economia do mar na capital baiana.

José Zacarias, consultor da Mini Transat; e Kan Chuh, velejador da classe. Foto: Dávila Kess / Divulgação

A expectativa é de um impacto econômico estimado em cerca de US$ 4 milhões durante o período — o equivalente a cerca de R$ 20 milhões — em setores como hotelaria, gastronomia, serviços e turismo.

 

Durante o lançamento, a organização internacional da regata destacou o papel estratégico de Salvador no circuito global. Stephanie Jadaud ressaltou que Salvador reúne condições ideais, tanto geográficas quanto culturais, para integrar o percurso da regata, destacando a forte conexão da cidade com o mar como um diferencial competitivo.

Existe aqui uma relação genuína com o oceano, e isso faz toda a diferença para a Mini Transat– frisou Jadaud

Agatha Wicks, Jacqueline Moreno, Tatá Mott, Dávila Kess e Marione Macário. Foto: Dávila Kess / Divulgação

A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, por sua vez, enfatizou o impacto estrutural do evento e o momento de reposicionamento internacional da cidade, com a economia do mar como um dos principais vetores de desenvolvimento. Segundo ela, a chegada da regata amplia oportunidades em diversos setores e fortalece a presença de Salvador no cenário global.

Receber a Mini Transat é muito mais do que sediar uma regata, é abrir portas para novos negócios, turismo e oportunidades– destacou Matos


Já a Secretária do Mar, Maria Eduarda Lomanto, lançou luz sobre a relação histórica da Bahia com o oceano e o papel estratégico da vela no desenvolvimento econômico do estado, ressaltando que o governo vem estruturando políticas públicas voltadas à economia azul, integrando esporte, turismo e inovação.

A chegada dessa regata é estratégica para posicionar a Bahia como referência no Atlântico Sul, atraindo novos investimentos e fortalecendo o setor náutico– comentou Lomanto.

 

Com informações de Dávila Kess

 

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