Motores da Volvo Penta impulsionam balsas híbridas na Escandinávia

Por: Redação -
17/12/2019

O estaleiro norueguês GS Marine Production AS está construindo três balsas híbridas com motorização Volvo Penta. A empresa está entregando soluções híbridas para operadores como Strandfaraskip Landsins e Norled AS, com a ajuda da Volvo Penta e da Brunvoll, um provedor de sistemas de propulsão, posicionamento e manobra. No total, estas embarcações emitem 80% menos NOx do que as anteriores que cobriam a mesma rota.

A GS Marine está atualmente construindo uma nova balsa para o operador das Ilhas Faroe, a Standfaraskip Landsins. O barco contará com a motorização composta por dois Volvo Penta D13-700 IMO III, com potência de 515kW a 2.250 rpm. Eles estarão acoplados a um sistema de controle híbrido Brunvoll, permitindo que a embarcação opere somente nos motores ou com eletricidade, ou até mesmo com ambos juntos.

Ainda em fase de fabricação, esta balsa não terá conjuntos geradores diesel, uma vez que os motores conectados às caixas de marchas agirão como geradores. Isto significa que os motores Volvo Penta fornecerão toda a energia consumida a bordo, além da facilidade “plug-in” quando o barco estiver no porto. Por proporcionar um nível de emissões próximo ao zero, além de alcançar altas velocidades em mar aberto, esta balsa será um acréscimo à crescente frota de embarcações hibridas da Strandfaraskip.

Esta não é a primeira vez que a GS Marine constrói uma embarcação híbrida. Em abril de 2019, a empresa entregou a primeira de duas balsas híbridas para o operador norueguês Norled AS. Tendo recentemente assinado um contrato de dez anos para operar a rota Haugesund-Røvær-Feøy, a Norled investiu nesta nova tecnologia. A balsa de Fjordled é a primeira embarcação híbrida a operar na Noruega, e sua balsa irmã, Fjordöy, está agendada para se juntar a ela no final deste ano.

A motorização é feita por dois Volvo Penta D13 MH, cada um gerando 441 kW a 1900 rpm. A balsa Fjordled usa motores Volvo Penta IMO em conformidade com as normas de emissões Tier III. O motor Volvo Penta IMO III e o conceito de pós-tratamento são uma solução global para operadores marinhos comerciais. O sistema Selective Catalytic Reduction (SCR) está baseado tanto na experiência da própria Volvo Penta na motorização de aplicações industriais “off-road” como na ampla experiência do Grupo Volvo.

Além dos motores a combustão, a embarcação dispõe de dois motores elétricos com potências de 85 kW a 2.100 rpm montados diretamente sobre as redutoras. O conjunto de baterias tem com uma capacidade total de 140 kWh. Devido à grande capacidade das baterias, não há necessidade de usar geradores convencionais para geração de energia elétrica, permitindo o abastecimento ininterrupto para os sistemas elétricos e eletrônicos embarcados.

“Em modo bateria, o Fjordled alcança até 11 nós, porém somente 6 a 7 nós são suficientes para navegação portuária,” explica Ingebjørn Aasheim, arquiteto naval da GS Marine. “Em modo bateria, a balsa é quase silenciosa, o que é muito apreciado pelos moradores ou ao passar por marinas. A navegação portuária compõe cerca de 30% da operação. Usar propulsão elétrica gera um melhor perfil de carga dos motores que, com o tempo, resulta em menos necessidade de manutenção”, diz o arquiteto.

“Os motores Volvo Penta também operam em combustível HVO além de diesel,” explica Richard Johansson, gerente de vendas na Volvo Penta. “Ao combinar a tecnologia SCR com combustível HVO, não só o NOx é reduzido como também há uma redução significativa de emissões de CO2”, observa.

Esta movimentação em direção à eletromobilidade é vital para a Noruega alcançar sua meta de longo prazo de ser uma sociedade de baixo carbono até 2050, com uma redução de 80% a 95% de seus níveis de carbono. Os híbridos paralelos são boas iniciativas nessa direção. A Volvo Penta é um ator ativo no desenvolvimento da eletromobilidade marinha.

Receba notícias de NÁUTICA no WhatsApp. Inscreva-se!

Quer conferir mais conteúdo de NÁUTICA?
A nova edição já está disponível nas bancas, no nosso app e também na Loja Virtual. Baixe agora!
App Revista Náutica
Loja Virtual
Disponível para tablets e smartphones

Para compartilhar esse conteúdo, por favor use o link da reportagem ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos e vídeos de NÁUTICA estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem nossa autorização ([email protected]). As regras têm como objetivo proteger o investimento que NÁUTICA faz na qualidade de seu jornalismo.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    SailGP: time brasileiro tem participação interrompida em etapa sem Martine Grael como capitã

    Apesar de mostrar competitividade no Canadá, equipe sob liderança de Paul Goodison sofreu penalização e abandonou a prova

    Em clima de Copa: Marina Itajaí Boat Show terá telão e ativações voltadas ao torneio

    Salão náutico, que acontece de 2 a 5 de julho, promete figurinha personalizada, camiseta exclusiva e atrações para toda a família

    Aumento de idosos no Brasil: Triton registra alta de 40% nas vendas para público sênior

    Movimento acompanha cenário em que a proporção de idosos no país passou de 11,3% para 16,6% entre 2012 e 2025, segundo dados do IBGE

    Setor náutico cresce no Brasil, mas falta mão de obra qualificada; veja áreas em alta

    Com frota perto de 1 milhão de embarcações, mercado amplia oportunidades em áreas técnicas, operacionais e de serviços

    Azimut levará os seis modelos produzidos em Itajaí ao maior salão náutico do Sul do país

    De lanchas a iates de luxo, estaleiro italiano promete seis embarcações nas águas do Marina Itajaí Boat Show. Saiba quais modelos são esperados!