Pesquisadores encontram mundo subaquático com temperaturas que ultrapassam os 260ºC

Por: Redação -
13/12/2021
Fotos: Schimidt Ocean Institute

É possível existir vida em um local onde as temperaturas passam dos 260ºC, com um ambiente tomado por substâncias tóxicas? Sim. É o que descobriram cientistas a bordo do navio de pesquisa Falkor, do Schimidt Ocean Institute.

Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

Com uso de um robô subaquático, eles encontraram criaturas até então desconhecidas pela ciência, que habitam as profundezas escuras do mar no Golfo da Califórnia, no México. Segundo os pesquisadores, a expedição pode ter identificado ao menos seis novas espécies.

Ao contrário do que acontece na superfície, as criaturas descobertas não dependem do sol para existir, mas sim de substâncias químicas. Os cientistas observaram, por exemplo, vermes de escama azul e um grande número de vermes tubulares brancos densamente congregados, assim como em esteiras de bactérias que sobrevivem em condições extremas.

O local onde eles foram descobertos tem características únicas, em que as temperaturas passam dos 200ºC graus. Segundo o Mashable, as fontes de calor nesta região, chamadas fontes hidrotermais, são raras – os respiradouros do fundo do mar foram descobertos em 1977 e frequentemente emitem um fluido escuro e rico em produtos químicos.

O fenômeno acontece por causa de uma fratura na crosta terrestre (conhecida como Falha Pescadero), que resulta na infiltração da água do oceano no fundo do mar, onde é superaquecida pela rocha quente derretida do planeta, o magma. E, apesar de todas as condições inóspitas, a vida floresce em torno dessas aberturas.

Você quer ver sua marca dentro das plataformas NÁUTICA? Saiba como anunciar!

“As formas que existem lá são realmente especiais”, disse David Caress, cientista-chefe da expedição de 33 dias e pesquisador marinho do Monterey Bay Aquarium Research Institute.

E as descobertas parecem ter importantes não apenas para compreender as profundezas do mar, mas também podem ser vitais para a humanidade. “Pesquisas sistemáticas por novos medicamentos mostraram que os invertebrados marinhos produzem mais substâncias antibióticas, anticancerígenas  e anti-inflamatórias do que qualquer grupo de organismos terrestres”, salientou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

Não perca nada! Clique aqui para receber notícias do mundo náutico no seu WhatsApp

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Robôs humanoides remaram e cozinharam durante o Festival do Barco-Dragão na China; assista

    Máquinas participaram da tradicional corrida de barcos, prepararam zongzi, moeram arroz e até encenaram apresentações no teatro de sombras

    Torcida canadense viraliza com "remada em canoa" e reforça influência náutica até no futebol

    Movimento sincronizado lembra a famosa "remada viking" dos noruegueses e ainda remete a modalidades náuticas em que o ritmo coletivo é essencial

    Fábrica de estaleiro brasileiro dobrou de tamanho e espera produzir mil barcos por ano

    Unidade industrial da Fibrafort, em Santa Catarina, conta com duas piscinas para testes e outra integrada diretamente ao rio

    Alemão vende tudo, compra um jet e cruza 13 países com namorada e cachorro

    Aos 33 anos, Kevin Neubeck partiu da Alemanha rumo ao Mar Negro em uma moto aquática e agora planeja uma travessia ainda mais ousada: cruzar o Atlântico

    De tirar o fôlego: destinos oceânicos impressionam pela beleza em concurso de fotos da ONU

    Registros foram feitos em paisagens deslumbrantes de países como México, Tonga, Coreia do Sul e Indonésia