Proprietário misterioso compra superiate explorador que só vai estar pronto em 2027
Novo carro-chefe do estaleiro Cantiere delle Marche, Flexporer de 165 pés esbanja em adaptação e áreas de lazer; confira


Você esperaria três anos para finalmente conhecer pessoalmente o amor da sua vida? Pois o novo dono misterioso do luxuoso superiate explorador Flexporer 165 nem pensou duas vezes, e adquiriu a novidade do estaleiro italiano Cantiere delle Marche (CdM), que ele só poderá tocar em 2027.
Bar secreto a bordo: luxuoso iate tem espaço oculto que se revela ao toque de botão
Conheça o maior iate residencial privado do mundo que é moradia de luxo de quase 200 pessoas
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
No que depender das qualidades da nova embarcação, tamanha demora será recompensada. Segundo o estaleiro, este superiate foi projetado e construído meticulosamente para atender as preferências e aspirações do proprietário, sendo perfeitamente adaptável.


Além disso, o Flexporer — como o próprio nome sugere — é um iate explorador e, até o momento, o maior da CdM. Projetados pela Hydro Tec, os superiates da linha — que variam de 132 a 146 pés — ostentam uma arquitetura naval simplificada que otimiza a eficiência do combustível.



De acordo com a marca, a arquitetura naval também ajuda a “incorporar motores com uma saída de potência conservadora e oferecer um alcance extraordinariamente longo”. No entanto, muito mais do que um explorador, o Flexporer também não poupa comodidades e lazer.
Esporte, lazer e relaxamento
Ao se deparar com as opções que este “brinquedo” oferece, fica fácil entender o motivo do proprietário misterioso ter garantido o seu superiate explorador com tamanha antecedência. Como os futuros donos — leia-se milionários — pretendem imprimir seu estilo de vida nas comodidades, a construtora alterou seu layout a fim de buscar mais adaptabilidade.


A CdM implantou uma quadra de pickeball — esporte parecido com tênis — cercada por uma estrutura de proteção com rede. Os hóspedes poderão assistir aos jogos da “plateia”, situada no convés, ou no deque superior para uma perspectiva de cima para baixo.



O estaleiro também não economizou nas instalações para o bem-estar. No convés superior, uma academia e área de massagem esperam os hóspedes e seus convidados, enquanto no deque principal, há uma piscina aquecida. Há também um espaço de “terapia termal” e piscina de gelo, que opera entre 8°C e 12°C.


Neste superiate explorador, o design foi modificado especificamente para acomodar os “brinquedos” aquáticos, como jets, botes, equipamentos de mergulho e esportivos. Inclusive, este espaço é versátil e se transforma numa área de entretenimento ao ar livre.
Vale a pena esperar
Ao mesmo tempo que não falta lazer na área externa, o Flexporer oferece interiores espaçosos e convidativos para as longas viagens que o aguardam. Assim, o proprietário terá muito conforto, seja em navegações no Mediterrâneo ou arquipélagos tropicais.




Como todo superiate, não poderia faltar um heliporto compatível com um helicóptero EC130. Por fim, o novo carro-chefe da CdM promete alcançar quase 5 mil milhas (cerca de 8 mil km) a 10 nós e uma velocidade máxima de 15 nós (27km/h).


Pensando bem, talvez valha a pena esperar tanto tempo assim para ter uma embarcação como essa.
Por Áleff Willian, sob supervisão da jornalista Denise de Almeida
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Tags
Relacionadas
Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
[caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"]

Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
Projeto lançado em Cannes promete casco esportivo, 1.500 hp de potência e fabricação limitada a 26 unidades
Colaboração estratégica reúne engenharia, design, condições comerciais exclusivas e experiências para clientes das duas marcas, e inclui uma edição especial da NX 44 Fly nas cores do Suassuna Design by Pininfarina
Lançada no São Paulo Boat Show 2026, lancha da Real Powerboats registra alta procura e tem toda a produção vendida até o próximo ano




