Aprenda a receita de moqueca de frutos do mar do restaurante Gruta das Estrelas
O restaurante Gruta das Estrelas, parada obrigatória para quem navega pelas águas cristalinas de Angra dos Reis (RJ), é ideal para saborear um cardápio especializado em frutos do mar. A experiência gastronômica por lá é única, principalmente quando a moqueca de frutos do mar entra em cena.
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Considerada o carro-chefe da casa, a receita exclusiva de moqueca do Gruta das Estrelas é preparada em uma tradicional panela de barro, com os melhores ingredientes que o mar tem a oferecer. O resultado: uma explosão de sabores, capaz de agradar a todos os paladares.


À Revista Náutica, a chef do Gruta das Estrelas, Ilsa Santos da Costa, revelou a receita do prato mais cobiçado do Gruta das Estrelas.
Aprenda, a seguir, a como preparar essa delícia — com direito a um “segredinho” da chef.


Receita de moqueca de frutos do mar do Gruta das Estrelas
Ingredientes
- 250 g de camarão
- 250 g de polvo
- 200 g de mexilhão
- 250 g de peixe fresco (de preferência um peixe branco, como o badejo)
- 250 g de lula
- 7 dentes de alho
- Meia cebola
- 2 tomates sem casca picado
- 300 g de pimentão verde
- 150 ml de leite de coco
- 200 ml de creme de leite
- 1 fio de azeite para refogar
- Coentro (servido picadinho, à parte, para ser adicionado a gosto)
- Temperos caseiros a gosto


Modo de Preparo
- Em uma panela de barro, refogue o alho e a cebola até ficarem dourados.
- Acrescente o tomate e o pimentão, cozinhando por cerca de 10 minutos em fogo alto, até que liberem seus sabores.
- Adicione os frutos do mar (camarão, polvo, mexilhão, peixe e lula) e deixe cozinhar lentamente em fogo baixo por cerca de 15 minutos, permitindo que cada ingrediente absorva o tempero.
- Despeje o leite de coco, deixando o prato cozinhar em fogo baixo até que os frutos do mar estejam macios e bem cozidos.
- Para finalizar, desligue o fogo e acrescente o creme de leite. Misture bem, aproveitando o calor da panela de barro.
- Sirva com coentro picado à parte e temperos caseiros, a serem acrescentados a gosto.
A moqueca do Gruta das Estrelas é servida acompanhada de arroz branco, pirão e uma deliciosa farofa de dendê, que complementam os sabores do prato principal.
Deixe a moqueca cozinhar lentamente na panela de barro para que todos os sabores se misturem. O segredo é a paciência e a qualidade dos ingredientes, sempre frescos e locais– recomenda a chef do Gruta das estrelas


Conheça o Gruta das Estrelas
No coração do Saco do Céu, na Ilha Grande, em uma das baías mais paradisíacas de Angra dos Reis, o restaurante Gruta das Estrelas une ambiente acolhedor ao cardápio que homenageia os sabores do mar.
O lugar oferece uma experiência gastronômica única, ideal para quem busca relaxar e saborear pratos preparados com ingredientes frescos e temperos caseiros.


Além das muitas opções de petiscos, pratos ligados à culinária caiçara e variedades, o Gruta das Estrelas possui piscina e estrutura completa para receber embarcações — incluindo cais para desembarque, poitas para grandes barcos e opção de pernoite atracado no restaurante.
Para mais informações sobre o restaurante, confira o Instagram do Gruta das Estrelas.


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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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