Submarino autônomo russo chega ao ponto mais profundo do planeta

Por: Redação -
18/05/2020

Um submarino russo não tripulado chamado Vitiaz alcançou o ponto mais profundo do planeta, conhecido como Fossa das Marianas. A missão foi cumprida em 8 de maio de 2020, às 22h34, horário de Moscou, quando os sensores do Vitiaz registraram uma profundidade de 10 028 metros, alcançando, na primeira tentativa, um novo recorde mundial para um equipamento autônomo e não tripulado.

O mergulho durou três horas, período durante o qual o equipamento gravou imagens do fundo do mar e também realizou uma análise cartográfica dessa área do Oceano Pacífico. A comunicação entre o batiscafo (pequeno veículo autônomo, tripulado) e a superfície era realizada em tempo real e através de canais hidroacústicos.

A Advanced Research Foundation divulgou o fato e observou que, ao contrário dos outros equipamentos subaquáticos que alcançaram o fundo dos mares – o japonês Kaiko e o americano Nereus -, o Vitiaz trabalha de forma totalmente autônoma.

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“Graças ao uso de elementos de inteligência artificial no sistema de comando do equipamento, ele pode evitar autonomamente os obstáculos em seu caminho, encontrar uma rota de saída em espaços confinados…”, explicou a Advanced Research Foundation.

O batiscafo recebeu o nome de Vitiaz em referência ao navio soviético de pesquisas científicas que determinou, em 1957, o lugar mais profundo da Fossa das Marianas: 11 022 metros.

A Fossa das Marianas é uma depressão no fundo do mar situada no oeste do Oceano Pacífico, a cerca de 200 km a leste das Ilhas Mariana, e é a região mais profunda dos oceanos da Terra. Tem a forma de uma lua crescente e mede cerca de 2550 km de comprimento por aproximadamente 69 km de largura.

A Fossa não é a área do fundo do mar mais próxima do centro da Terra. Isso ocorre porque nosso planeta tem a forma de um elipsóide, não é uma esfera perfeita pois o seu raio é cerca de 25 km menor nos pólos do que no equador. Como resultado, algumas partes do fundo do oceano Ártico estão pelo menos 13 km mais próximas do centro da Terra do que no ponto mais profundo da Fossa das Marianas.

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