Tamara Klink volta atrás após pedir que leitores parassem de comprar seu livro: “Errei”

Navegadora autora do best-seller “Bom dia, inverno” reconheceu que a fala não levou em conta o impacto na cadeia editorial

10/08/2026
Foto: Instagram @tamaraklink / Reprodução

Após ver seu livro “Bom dia, inverno” se tornar um best-seller, a navegadora e escritora Tamara Klink teve uma atitude, a princípio, nobre: pediu que os leitores parassem de comprar o livro, visando, especialmente, diminuir os danos ambientais da produção da obra. O pedido, contudo, levantou uma ampla discussão sobre o impacto da ação na cadeia editorial, fazendo com que Tamara voltasse atrás no discurso.

Em um vídeo publicado em 7 de agosto, a velejadora destacou que seu livro estava entre os mais vendidos do país havia três meses — e no topo da lista há dois. Tamara afirmou que o aumento da produção de livros físicos significa maior consumo de papel e energia e, consequentemente, a ampliação da emissão de gases poluentes.

Já tem muitos livros circulando pelo Brasil todo. Façam os livros circularem– disse

 

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por TAMARA KLINK (@tamaraklink)


Neste domingo (9), porém, a autora reconheceu que o pedido não levava em conta “outros pontos de vista”, como as demais camadas do mercado editorial e as dificuldades de profissionais que vivem da escrita no Brasil.

Sou leitora antes de ser autora e não levei em conta toda a cadeia que alimenta as editoras– explicou

 

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por TAMARA KLINK (@tamaraklink)


A retratação veio após jornalistas, escritores e até leitores criticarem a declaração. Na retratação, Tamara Klink agradeceu “a todos que se dispuseram a escrever.”

“Bom dia, inverno”: livro relata a expedição solo de Tamara no Ártico

Quarto livro de Tamara Klink, “Bom dia, inverno” conta a história e as experiências vividas por Tamara durante sua invernagem solo no Ártico. Entre outubro de 2023 e maio de 2024, a velejadora passou três meses sem ver o sol, quatro meses sem ver humanos e um semestre inteiro presa no mar congelado da Groenlândia, com temperaturas na casa dos -40ºC.

Além de livro, invernagem de Tamara Klink vai virar documentário na Netflix. Foto: Tamara Klink / Divulgação

Durante o período, Tamara teve comunicação mínima com o restante do mundo. Com o feito, ela se tornou a primeira mulher velejadora a passar o inverno sozinha no Ártico, além de ter se tornado a primeira latino-americana a navegar sozinha pela Passagem Noroeste.


O livro foi lançado em maio deste ano e ganhou destaque nas listas de vendas. Na Amazon, chegou ao terceiro lugar entre os livros mais vendidos, atrás apenas de “A Metamorfose”, de Franz Kafka, e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Lancha Focker com motor Yamaha será sorteada no São Paulo Boat Show 2026; veja como concorrer

    Visitantes poderão concorrer a uma Focker 188 Joy motorizada pelo F90 de quatro tempos; salão acontece de 24 a 29 de setembro

    Jet de R$ 200 mil será destaque da Edy Jet's no São Paulo Boat Show

    Raptor Jet 20.5 será lançado no evento onde a marca também exibirá cascos expansores para motos aquáticas por a partir de R$ 45 mil

    Martine Grael relembra trajetória na vela em novo mini documentário disponível no YouTube

    Velejadora faz uma viagem entre os altos e baixos da carreira, passando por momentos de identificação própria, mudança de planos e até depressão

    Mil viagens movidas pelo sol: barco 100% elétrico solar revoluciona a navegação em Ilha Grande

    Idealizadores da embarcação pioneira em Angra dos Reis (RJ) revelam à Revista Náutica detalhes do processo de transformar barco a diesel em um totalmente movido a energia limpa

    Com o T36, Tank Boats estreia no mercado náutico durante o São Paulo Boat Show 2026

    Novo estaleiro firmou parceria com empresa sueca que testa e valida projetos navais. Primeira embarcação fabricada estará no evento