Netflix anuncia documentário sobre a invernagem de Tamara Klink no Ártico

Ainda sem data de estreia, produção promete imagens inéditas feitas pela velejadora em seus 8 meses presa no gelo

29/05/2026
Além de documentário, invernagem de Tamara Klink virou livro. Foto: Tamara Klink / Divulgação

Era 2023 quando a velejadora brasileira Tamara Klink navegou da França à Groenlândia com um objetivo: invernar sozinha no Ártico — ou seja, passar a estação congelante dentro de seu barco, preso no gelo. Agora, todos os detalhes dessa jornada serão apresentados em um documentário produzido pela Netflix em parceria com a com a produtora Maria Farinha Filmes.

A plataforma global de streaming anunciou a novidade pouco antes do Rio2C 2026 — um dos maiores encontros de criatividade da América Latina —, junto de outras produções nacionais que devem chegar à plataforma em breve. Em sua jornada solitária, aos apenas 27 anos, Tamara passou três meses sem ver o sol, quatro meses sem ver humanos e um semestre inteiro presa no gelo, com temperaturas na casa dos -40ºC — totalizando oito meses de expedição.

Foto: Tamara Klink / Divulgação

Ainda sem data de estreia, a produção da Netflix promete revelar imagens inéditas feitas pela própria Tamara Klink durante essa aventura, que a consagrou como a primeira mulher velejadora a passar o inverno sozinha no Ártico. Com o feito, a jovem se tornou ainda a primeira latino-americana a navegar sozinha pela Passagem Noroeste.

Foto: Tamara Klink / Divulgação

Em entrevista exclusiva à NÁUTICA ainda na Groenlândia, a primeira após a invernagem, a jovem revelou que durante a expedição precisou derreter pedaços de icebergs para beber água e descobriu uma alergia de pele ao frio extremo. No mais alarmante de seus imprevistos, ela ainda viu seu maior medo virar realidade quando caiu na água congelante.

O que mais me surpreendeu foi não ter sentido medo, aflição ou raiva. Eu estava simplesmente absolutamente concentrada em sobreviver e em sair do mar– detalhou à época

O documentário promete destrinchar esses e outros desafios físicos e emocionais enfrentados pela velejadora durante a travessia, marcada pelo isolamento e suas implicações em uma das condições mais gélidas do planeta.

Além de documentário da Netflix, a invernagem de Tamara Klink virou livro

Enquanto a produção não chega às telas, vale destacar que Tamara Klink recentemente lançou um livro sobre esse feito. Batizado de Bom dia, inverno, a obra traz detalhes do período nas palavras da velejadora, que também é escritora.

 

 

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De suas mãos, já nasceram outras produções literárias como resultado de suas vivências no mar. Em 2020, aos 23 anos, ela navegou sozinha cerca de mil milhas entre a Noruega e a França a bordo do pequeno Sardinha, seu veleiro de 7,9 metros de comprimento.


A viagem, além de ter sido a inspiração para o Mil milhas, seu primeiro livro como autora solo, ainda retratou a ousadia e a coragem da jovem para construir a própria trajetória na vela. Aos 24, em 2021, Tamara, novamente só, cruzou o Oceano Atlântico da Noruega ao Brasil. Ela concluiu a viagem de mais de 11,2 mil quilômetros em 90 dias e a experiência virou o livro Nós: o Atlântico em solitário.

 

No mesmo ano, Um mundo em poucas linhas, sua terceira obra literária, ganhou vida com poemas e textos sobre suas viagens e experiências de crescimento pessoal desde a adolescência.

 

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