Formalização dos charters garante isenção de impostos e impulsiona turismo náutico
Regulamentação coloca barcos inscritos na Marinha como transporte aquaviário sem cobrança de IPVA


A regularização dos charters náuticos como atividade turística traz benefícios diretos para operadores, turistas e para o desenvolvimento da infraestrutura náutica no Brasil. Uma das principais vantagens é que as embarcações registradas na Marinha como transporte aquaviário não estarão sujeitas ao novo imposto “IPVA”, previsto na reforma tributária.
Turismo náutico de base comunitária: regularização e oportunidades
Passeio guiados de moto aquática: um novo horizonte para o turismo náutico
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
Esse enquadramento representa uma economia significativa para quem trabalha com passeios, transfer e fretamento de embarcações, além de proporcionar maior segurança jurídica para a operação.
A formalização também inclui a habilitação correta dos condutores, com o Curso Especial para Tripulação de Embarcações de Passageiros (ESEP), essencial para garantir padrões de qualidade e segurança no setor.


Outro ponto fundamental da regularização é a inclusão dos operadores no CADASTUR, o cadastro oficial do Ministério do Turismo, que oferece diversas vantagens:
- Isenção do “IPVA”, assegurada pelo enquadramento na categoria de transporte aquaviário;
- Acesso a programas de financiamento e incentivos públicos;
- Maior credibilidade e visibilidade, facilitando parcerias e captação de clientes;
- Possibilidade de participação em eventos e capacitações exclusivas para o setor.
Além dos benefícios individuais para os operadores, a regularização dos charters fortalece o desenvolvimento da infraestrutura náutica, pois o reconhecimento do turismo náutico como atividade econômica relevante atrai investimentos públicos e privados para marinas, píeres e terminais de embarque e desembarque.


Quanto mais formalizado o setor, maior será a capacidade de atrair recursos e estruturar destinos turísticos de forma sustentável.
Em alguns municípios, pescadores artesanais já estão aderindo a essa regulamentação, registrando suas embarcações como transporte aquaviário para atuar no turismo nos períodos de defeso. A medida amplia suas oportunidades de renda e diversifica a economia local.


Para viabilizar essa formalização, recomenda-se que operadores busquem capacitação no Curso MAC2, que já inclui o ESEP, podendo ser disponibilizado por prefeituras em parceria com o Instituto Federal e outras instituições.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Tradição da ThirtyC desde 2015, design foi projetado apenas para celebrar o Dia do Star Wars. O projeto, contudo, não sairá do papel
Iniciativa da Sailing Sense, criada em 2007 pelo velejador Miguel Olio, está com inscrições abertas. Primeira aulas devem começar ainda em maio
Pintura representa a "segunda alma" da Ferrari, já estampada em clássico dos anos 1960
De acordo com os arqueólogos, as peças são datadas de 980 a 1040 d.C. e originárias de vários países da Europa
Andrea Bunar entrega correspondências pelos rios e canais ao redor de Lehde, em um percurso de 8 km por dia




