Último dia: confira quem passou pelo lounge NÁUTICA no São Paulo Boat Show 2025

24/09/2025

Acabou. Chegou ao fim mais uma edição histórica do São Paulo Boat Show, que reuniu milhares de visitantes e dezenas de lançamentos no São Paulo Expo. Outro lugar no salão que também chamou atenção foi o lounge NÁUTICA, espaço exclusivo para convidados que seguiu movimentado até terça-feira (23), último dia de evento.

Durante os seis dias de evento, o espaço exclusivo de NÁUTICA recebeu diversos nomes importantes do universo náutico — e no último não seria diferente. Veja as fotos tiradas no lounge nesta terça-feira (23), encerramento do São Paulo Boat Show.

Quem passou pelo lounge NÁUTICA no último dia de São Paulo Boat Show 2025

Marcelo Silva e Leandro Gana, da I-SEA. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
André Ventura, Eduardo Colunna e Marcio Christiansen. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Gabriela Villa Verde, Nicole Leslie, Denise de Almeida, Bárbara Mattana e Áleff Willian. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
(Em pé) Marcio Dottori, Victor Santos, Gabriela Villa Verde, Nicole Leslie e Denise de Almeida; (Sentados) Jordana Medeiros, Áleff Willian, Gilberto Ungaretti e Bárbara Mattana. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Guillermo Muro e Cleison Rocha. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Thiago Costa e Bruno Nabesima. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Suzana Costa e Otto Aquino. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Priscila, Patricia e Jessica, da Infláveis Remar. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Natalia Paulis e Victor Gemi. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Junior Coração, Kevin Mazzei e Andre Ricardo. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Dinez Rezende e Débora Martins. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Luana Pena da Electra Service e Alejandro Santos da Navico Group. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Dinez Rezende, Fabianne Domingos e Isadora. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Dinez Rezende e Juliana. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Alessander Lenzi Junior e Alessander Lenzi. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Gabi e Marcos Hurodovich. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Marcio Dottori e Luciano Guidugli, da Yamaha. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Carlos Silva e Fernando Calixto. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Isaías Rodrigues, Thiago Ricciotti, Emerson Rodrigues e Diego Abreu. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Márcio Schaefer e Marcio Dottori. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Alessandro Magalhães, Eduardo de Jesus e Jurandir Pereira. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Bruno Orlandi e Fábio Orlandi. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Ana Ribeiro. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Diogo Paggiaro e Bruno Paggiaro, da LeveFort. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Elisete, Maria Roberto e Marcio Lima. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Gabriela Ricciarelli, Vinicius Simones e Sabrina Bettinazzi. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Marcia Homem, Mariangela Bomtempo e Talitha Lima. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Denise Lavezzo, Carolina Meliauskas e Wilson Ferrari, da W Ferrari. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Ricardo Rezende, Elizandra Paiva, da Lumix Mídia, e Gabriel Okamoto, da Flórida Marine. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Julia Pretenko. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Ian Cosenza e Michelle des Bouillons. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Marcio Dottori, Ricardo Wilges, da Evolve Yachts, e Otto Aquino. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Gisele Caldas. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Lúcio Moreira e José Vicente, da Gaia Marine. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Elinton Biron, Gustavo Ortiz, Paulo Esquelbek e Eduardo Wieser. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Mauro Miranda e João Rodrigues. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Bruno Souza, Gael e Isabella Pereira. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Mari Ferrari, Marcella Diegues, Thalita Vicentini, Andressa Pin, Danilo Alvarenga e Aline Siqueri. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Victor Santos, Nicole Leslie, Bárbara Mattana e Jordana Medeiros. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Vitória Desirée, Luciana Batista, Thalita Vicentini e Andreia Amigo. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Christian Burgos, Leticia Bueno, Maria Luiza, João Paulo e Thalita Vicentini. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Julia Ferrarini, Amanda Pina e Davi Souza, da HBR Aviação. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Aline Siqueri e Andressa Pin. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Cintya Scardua e Miguellaini. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Michelle Boschetti, Francesco Caputo e Eduarda Dilkin, da Azimut Yachts. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica
Fabiano da JetManiacos. Foto: Lais Goulart/ Revista Náutica

São Paulo Boat Show 2025

A edição de 2025 do São Paulo Boat Show ocupou o São Paulo Expo com mais de 170 embarcações em exposição — e inclusive lançamentos de peso. Cerca de 120 marcas reuniram lanchas de todos os portes, motos aquáticas, motores, equipamentos e acessórios indispensáveis para quem vive — ou sonha viver — no mundo náutico.

 

Por lá o público encontrou pranchas motorizadas, veículos off-road, a inusitada “Kombi Boat” e até o projeto de um barco voador. Na terça-feira (23), último dia de evento, foi sorteada uma lancha Focker 188 Joy equipada com motor de popa Yamaha F90, da qual todos os visitantes tiveram a oportunidade de concorrer.

Foto: Victor Santos/ Revista Náutica

O NÁUTICA Talks também marcou presença no evento. O circuito de palestras reuniu mais de 50 especialistas ao longo dos seis dias, com histórias inspiradoras e dicas valiosas de gente do mar.

 

Luxo e cultura completaram o pacote. No Espaço dos Desejos, marcas de alto padrão exibiram objetos exclusivos e carrões como Aston Martin, McLaren e Mustang. Duas Lamborghinis também chamaram atenção no evento.

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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