Ulysses lembra até um navio de guerra, mas é um imponente barco de luxo de 107 metros

Por: Redação -
23/03/2018

A palavra “odisseia” significa uma longa viagem cheia de aventuras, peripécias e eventos inesperados. O termo baseia-se na Odisseia, nome de um poema épico da Grécia Antiga, atribuído a Homero e que narra a história de Ulisses, rei da Ilha de Ítaca, segundo a mitologia grega. Depois de passar 10 anos da Guerra de Troia (e vencê-la), Ulisses só queria voltar para casa. No entanto, a flotilha comandada por ele perdeu-se no mar revolto, levando o herói e seus marujos a visitar lugares estranhos, onde os mais diversos imprevistos (e desafios) se desenrolaram.

Duas piscinas (uma delas semicoberta), 12 jacuzzis, solários, e sofás fazem a alegria de quem quer curtir as delícias do sol ao longo da navegação

Hoje, quase 30 séculos depois, outro Ulysses (grafado com “y”) também pode percorrer os mais longínquos caminhos mar adentro, com autonomia de 8,5 mil milhas. E, se não é antigo como o original, remete à Antiguidade Clássica, dado seu aspecto grandioso, digno das narrativas homéricas. Falamos de Ulysses, embarcação que, à primeira vista, combina as características de um navio de expedição com as de um navio de carga — ou até de guerra! —, mas, por dentro, não deixa dúvida de que se trata de um superiate de luxo, com tudo o que se espera de um colosso de 107 m (ou 351 pés) de comprimento, 18 m de boca e sete conveses. É, a um tempo, robusto e sofisticado.

O proprietário tem um deque inteirinho exclusivo, onde há um amplo camarote que dá para um lounge externo, de onde é possível apreciar a vista sem barreiras

Primeiro superiate feito pelo estaleiro norueguês Kleven, especializado em navios comerciais, Ulysses atende a um pedido do executivo neozelandês Graeme Hart, e está preparado para receber 30 seletos convidados, devidamente acomodados em 15 confortáveis suítes e ciceroneados por 30 tripulantes. A bordo, os convivas podem usufruir atrativos variados, como piscinas, home theater, bar e até um vigoroso barco de apoio para explorações locais, que fica no convés superior frontal e vai para a água graças a dois guindastes. Porém, acredite você, Hart — que recebeu a encomenda há pouco e realizou um único cruzeiro pelo Mar Meditarrâneo (sendo que tem um deque só para ele e poderia cruzar até o Oceano Antártico com Ulysses) —, já solicitou ao estaleiro outro superiate, ainda maior, de 116 m, pondo este mimo colossal à venda, por US$ 195 milhões (o equivalente a R$ 625 milhões). Nesta e nas demais páginas, rendemos tributo a Ulysses.

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